Apr eacute;-candidata do governo agrave; Presid ecirc;ncia da Rep uacute;blica, Dilma Rousseff, vem consolidando seu nome junto ao eleitorado, beneficiada pela atual condi ccedil; atilde;o da economia e contemplada com a transfer ecirc;ncia de votos do presidente Luiz In aacute;cio Lula da Silva. As informa ccedil; otilde;es s atilde;o da pesquisa do Instituto Sensus encomendada pela Confedera ccedil; atilde;o Nacional do Transporte. O levantamento foi divulgado ontem (1 ordm;).
Conforme a sondagem, a ministra subiu 6,1 pontos percentuais em cen aacute;rio de primeiro turno com quatro candidatos e teria superado a marca tradicional de transfer ecirc;ncia de votos. Neste cen aacute;rio, o governador de S atilde;o Paulo, Jos eacute; Serra (PSDB), oscilou positivamente para 33,2 por cento (ante 31,8 por cento em novembro). Dilma chegou a 27,8 por cento, ante 21,7 por cento. Enquanto h aacute; dois meses a diferen ccedil;a entre os dois era de 10,1 pontos percentuais, a varia ccedil; atilde;o agora cai agrave; metade, para 5,4 pp.
A senadora Marina Silva (PV-AC) passou de 5,9 por cento para 6,8 por cento, dentro da margem de erro. J aacute; o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), maior perdedor da rodada, caiu de 17,5 por cento em novembro para 11,9 por cento agora.
Com esses n uacute;meros, Ciro entrega para a aliada na Casa Civil um precioso patrim ocirc;nio de votos.
Segundo o diretor do instituto, gira em torno de 20 por cento o universo de entrevistados que afirma s oacute; votar no nome indicado pelo presidente.
ldquo;Parece que Dilma Rousseff passa a extrapolar os limites da transfer ecirc;ncia inequ iacute;voca de Lula rdquo;, avaliou Ricardo Guedes, t eacute;cnico do levantamento.
Nessa lista principal, a ministra chegou ao encal ccedil;o de seu franco advers aacute;rio, o tucano Jos eacute; Serra. O resultado refor ccedil;a a tese da elei ccedil; atilde;o plebiscit aacute;ria, desejo de Lula e inc ocirc;modo para a oposi ccedil; atilde;o.
ldquo;A elei ccedil; atilde;o est aacute; ficando polarizada. O eleitor come ccedil;a a enxergar isso rdquo;, afirmou Guedes.
O presidente da Rep uacute;blica j aacute; declarou diversas vezes que deseja emplacar na sucess atilde;o o famoso ldquo;n oacute;s contra eles rdquo;. Comparar o desempenho de seus oito anos de governo com os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso.
O receio do PSDB a essa t aacute;tica eacute; compreens iacute;vel. A avalia ccedil; atilde;o do governo est aacute; em 71,4 por cento (ante 70 por cento em novembro) e o desempenho pessoal de Lula atinge 81,7 por cento (contra 78,9 por cento na pesquisa anterior).
A raz atilde;o que tradicionalmente contribui para esse desempenho – a situa ccedil; atilde;o da economia – eacute; tamb eacute;m respons aacute;vel, ao menos em parte, pela atual escalada de Dilma.
ldquo;Como candidata do governo, e sendo parte dele, Dilma se beneficia do crescimento econ ocirc;mico do pa iacute;s rdquo;, acrescentou Guedes. ldquo;A situa ccedil; atilde;o da economia se reverte positivamente para ela rdquo;.
Segunda lista
Em uma segunda lista, sem Ciro no p aacute;reo, Dilma tamb eacute;m tem consider aacute;vel subida (salta de 23,5 por cento para 28,5 por cento). Serra permanece est aacute;vel, mas em alto patamar. Ele passa de 40,5 por cento para 40,7 por cento.
No segundo turno, Serra venceria em todas as hip oacute;teses, embora a diferen ccedil;a entre os dois tenha se reduzido de dois meses para c aacute;: de 18,6 pontos percentuais em novembro para 6,9 pontos agora, em que venceria por 44 por cento dos votos contra 37,1 por cento dados a Dilma.
Pela primeira vez, a ministra aparece na frente de Serra na lista espont acirc;nea – aquela em que n atilde;o eacute; apresentada uma rela ccedil; atilde;o de candidatos ao entrevistado. Mas, estatisticamente, h aacute; um empate t eacute;cnico entre os dois. Dilma Rousseff foi lembrada por 9,5 por cento dos entrevistados, enquanto Serra foi por 9,3 por cento. Lula, apesar de n atilde;o ser candidato, fica agrave; frente com o dobro, 18,7 por cento.
Rejei ccedil; atilde;o de Dilma
A chefe da Casa Civil entrou no ano das elei ccedil; otilde;es reduzindo seu patamar de rejei ccedil; atilde;o. Em janeiro, 28,4 por cento dos entrevistados disseram que n atilde;o votariam nela, contra 29,7 que afirmaram o mesmo em rela ccedil; atilde;o a Serra. Ciro e Marina t ecirc;m rejei ccedil; atilde;o pouco acima dos 30 por cento. Apenas 9,4 por cento disseram n atilde;o conhec ecirc;-la e 4,1 por cento afirmaram o mesmo sobre Serra.
Na sondagem anterior, Dilma possu iacute;a rejei ccedil; atilde;o de 34,4 por cento, enquanto Jos eacute; Serra, de 27,7 por cento.
A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 25 e 29 de janeiro com dois mil entrevistados em 136 munic iacute;pios. A margem de erro eacute; de tr ecirc;s pontos percentuais, para mais ou para menos.