| Carina Ribeiro/OP |
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| Via principal de Margarida é a Avenida Prata, que concentra a maior parte dos estabelecimentos comerciais |
O livro preto, até então guardado a sete chaves pelos donos, abarca o sonho compartilhado por várias pessoas: agricultores, professores, donos de estabelecimentos comerciais, dentre outros, que possuem uma vontade em comum. A ata e o estatuto representam a forma física do anseio comunitário que reúne diferentes personagens sociais para a formação da Associação do Movimento Emancipalista de Margarida e São Roque (Ame Margarida São Roque).
Moradores dos dois distritos que atualmente pertencem a Marechal Cândido Rondon alimentam o desejo de verem suas vilas serem intituladas município. O mesmo sentimento também continua vivo no distrito turístico rondonense de Porto Mendes; assim como permeia os objetivos das comunidades dos distritos toledanos de Novo Sarandi e Vila Nova, dentre outros da região Oeste paranaense.
Motivados principalmente pela perspectiva de desenvolvimento, lideranças dessas localidades constantemente comparam as condições distritais com as infraestruturas existentes em antigos distritos e hoje municípios, tais como Quatro Pontes que, apesar de pequeno, figura atualmente como o terceiro em melhor em qualidade de vida no ranking estadual do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal.
Mesmo distantes das decisões que ocorrem no Congresso Nacional, muitas lideranças procuram se manter mobilizadas visando buscar alternativas para um dia, quem sabe, verem o sonho acontecer. É o que ocorre nos distritos de Margarida e São Roque, onde uma associação foi constituída em novembro de 2011 e atualmente continua promovendo reuniões.
Uma delas aconteceu na noite de segunda-feira (12), na sede do clube, em São Roque (foto). Estiveram presentes membros da comissão de emancipação, além de advogados e moradores das duas localidades. A diretoria da Ame Margarida São Roque é composta pelo presidente Aurio Iung (Charuto), vice-presidente Werner Miguel Horn, tesoureiro Henrique Pazdiora, vice-tesoureiro Dionisio Statkiewicz, secretário Valter Francener e vice-secretário Telmo Roque Kuhn.
Ainda integram o Conselho Fiscal: Luiz Seibert, Sadi Pazdiora, Lauri Hentz, Jacson Lange, Osvino Lamb e Marino Wastovski.
90% apoia
Durante o encontro, eles expuseram que realizaram, por conta própria, um levantamento nas casas de 570 famílias, que representam em torno de 2,6 mil pessoas. Na pesquisa informal eles identificaram que aproximadamente 90% das famílias são favoráveis à emancipação de ambos os distritos, que formariam, juntos, um só município.
| Carina Ribeiro/OP |
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| Em reunião da Associação do Movimento Emancipalista de Margarida e São Roque ocorrida na segunda-feira (12) agendou-se o próximo encontro para o dia 09 de setembro |
De acordo com o Censo 2010 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Margarida soma em torno de 2,4 mil habitantes, enquanto São Roque teria cerca de 650, totalizando 3.050. As lideranças da associação reconhecem que o volume populacional reduzido pode ser um limitador para a conquista da emancipação, no entanto, acreditam que podem reunir argumentos baseados na viabilidade econômica que calculam possuir.
Diante disso, conforme o presidente, a comissão pretende realizar um novo levantamento, desta vez com foco no potencial produtivo e econômico de ambos os distritos. Conforme Iung, eles possuem em torno de 60 aviários, além de bovinocultura leiteira, granjas de suínos e lavouras.
Segundo ele, Margarida conta com um poço de captação de água, instituição de Ensino Fundamental e Médio, quatro igrejas, uma indústria de laticínios e uma cerâmica, mercado, panificadora, posto de saúde, farmácia, quatro lanchonetes, três oficinas mecânicas, duas autoelétricas, duas borracharias, duas chapeações, um lavacar, posto de combustíveis, dentre outros estabelecimentos, assim como entrepostos da Copagril e da Agrícola Horizonte.
Por sua vez, São Roque também tem posto de saúde, uma empresa de ônibus, uma serraria, escola com primário e ginásio, mercado, posto de combustíveis, igreja, lanchonetes, dentre outros. Para fazer o levantamento econômico queremos conseguir o mapa dos distritos contendo a área urbana e rural para nós conhecermos a nossa área, pois temos que saber onde são as divisas, pontua Iung.

