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Dívida é o principal desafio do próximo governo, diz Osmar

Para Osmar Dias, referindo-se às prioridades do próximo governo, as duas áreas mais preocupantes são saúde e segurança pública. Foto: Ivan Santos

Um dos principais desafios do pr oacute;ximo governador do Paran aacute; ser aacute; recuperar a capacidade de investimento do Estado, hoje limitada a menos de 3% do Or ccedil;amento anual. Caso contr aacute;rio, qualquer promessa de aumento expressivo de recursos para atender necessidades priorit aacute;rias em sa uacute;de, seguran ccedil;a e educa ccedil; atilde;o eacute; ldquo;fantasia rdquo;. O alerta eacute; do senador Osmar Dias (PDT), pr eacute;-candidato ao governo, apontado pelas pesquisas mais recentes – ao lado do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB) – como um dos favoritos para a disputa pela sucess atilde;o estadual em 2010. Segundo ele, um dos primeiros problemas a serem enfrentados eacute; justamente o endividamento do Estado – em especial o imbr oacute;glio n atilde;o superado pelo governo Requi atilde;o, da briga com o banco Ita uacute; por conta dos t iacute;tulos p uacute;blicos adquiridos pelo Banestado – sem o qual o Paran aacute; n atilde;o pode contratar novos financiamentos.
Na vis atilde;o de Osmar, referindo-se agrave;s prioridades do pr oacute;ximo governo, as duas aacute;reas mais preocupantes s atilde;o sa uacute;de e seguran ccedil;a p uacute;blica. ldquo;Eu diria que sa uacute;de hoje eacute; a grande preocupa ccedil; atilde;o. Um prefeito me contou que est aacute; investindo 27% do or ccedil;amento em sa uacute;de. Isso denuncia que os outros poderes, Estados e uni atilde;o n atilde;o est atilde;o cumprindo sua responsabilidade. Por isso a aprova ccedil; atilde;o da emenda 29 seria a solu ccedil; atilde;o para o problema or ccedil;ament aacute;rio. N atilde;o para o problema de gest atilde;o, que depois de muito andar eu tenho a proposta de envolver as universidades estaduais, aproveitando esse enorme contingente de pessoas – dos docentes ao acad ecirc;mico – que tem o ensino gratuito e deve continuar tendo. Acredito que eles podem retribuir o que recebem do Estado, prestando servi ccedil;o nos hospitais regionais. Faltam profissionais de sa uacute;de para atender a demanda que eacute; cada vez maior. Um munic iacute;pio com seis mil habitantes teve 25 mil consultas esse ano. Isso mostra que virou uma exig ecirc;ncia da popula ccedil; atilde;o o atendimento p uacute;blico. Um exemplo pequeno que retrata o que acontece no Estado. Construir hospital resolve? Eacute; apenas um passo dentro da necessidade de atendimento que eacute; cada vez maior. Se n atilde;o incorporar o potencial das universidades, n atilde;o atende.

Seguran ccedil;a
No que tange agrave; quest atilde;o da seguran ccedil;a, o senador diz que se comparado a Santa Catarina, o Paran aacute; apresenta um iacute;ndice de criminalidade, de mortes por n uacute;mero de habitantes tr ecirc;s vezes maior. E duas vezes maior que o Rio Grande do Sul. ldquo;Santa Catarina dez e aqui 30 mortos para cada 100 mil habitantes. Isso mostra que a pol iacute;tica de seguran ccedil;a p uacute;blica do Estado precisa ser revista. Come ccedil;ando pela recupera ccedil; atilde;o do efetivo, mas tamb eacute;m colocando em pr aacute;tica pol iacute;ticas preventivas. Se voc ecirc; pegar os indicadores sociais dos tr ecirc;s Estados do Sul, o Paran aacute; tem os indicadores inferiores aos outros Estados, e os indicadores econ ocirc;micos superiores. Isso n atilde;o eacute; coerente. E os indicadores sociais t ecirc;m muito a ver com a viol ecirc;ncia. Se eles est atilde;o abaixo do que deveriam ser, cresce a viol ecirc;ncia. E a iacute; a gente tem sempre falado na proposta de educa ccedil; atilde;o integral, est aacute;gio para os jovens, capacita ccedil; atilde;o, n uacute;cleos de profissionaliza ccedil; atilde;o. E essa quest atilde;o das drogas que hoje s atilde;o a ferramenta, o que alimenta o crime. E a gente tem que ter a pol iacute;tica preventiva, mas tamb eacute;m prevenir a entrada das drogas nas fronteiras, For ccedil;as Armadas, Pol iacute;cia Federal rdquo;, ressalta.

Casa do eletricista TRATAM. E ACESS.

Alian ccedil;a
Questionado se as diferen ccedil;as ideol oacute;gicas s atilde;o problema para a alian ccedil;a com o PT, j aacute; que eacute; visto como representante do agroneg oacute;cio, ldquo;advers aacute;rio rdquo; do MST, Osmar responde: ldquo;Contradi ccedil; atilde;o seria eu n atilde;o apoiar o principal neg oacute;cio do Estado que eacute; a agricultura. Seria incoerente at eacute; com a minha hist oacute;ria, sou produtor rural, filho de produtor rural. E desde o in iacute;cio, quando o presidente Lula me procurou para conversar sobre a possibilidade de uma alian ccedil;a no Paran aacute;, tanto ele quanto o PT sabiam o que eu pensava. Ningu eacute;m pode querer fazer alian ccedil;a querendo mudar o que a outra pessoa pensa, ou as suas convic ccedil; otilde;es, porque da iacute; eacute; for ccedil;ar demais a barra rdquo;.
O senador garante que n atilde;o houve um afastamento nos uacute;ltimos tempos. ldquo;Na semana passada, o novo presidente nacional do PT, Jos eacute; Eduardo Dutra, me visitou e conversou bastante comigo rdquo;, menciona. Em rela ccedil; atilde;o ao Estado, Osmar comenta que a conversa com o PT n atilde;o teve reflexos. ldquo;Disse que n atilde;o poderia aceitar um prazo para definir uma alian ccedil;a. O prazo eacute; o da lei. Eles queriam at eacute; dezembro. Partido que quiser fazer alian ccedil;a com o PDT vai ter que fazer essa alian ccedil;a em cima de um projeto. At eacute; porque o discurso do PT sempre foi esse: alian ccedil;a program aacute;tica rdquo;, diz.

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