Dois ocupantes de um veículo foram detidos na manhã desta quinta-feira (21), em Melbourne, segunda maior cidade da Austrália, após atropelarem 14 pessoas, incluindo uma criança.
As autoridades tratam o caso como um "ato deliberado", mas afirmam que o motivo, no momento, é desconhecido.
A polícia não informou sobre a gravidade dos feridos, embora várias ambulâncias e serviços de emergência tenham sido acionadas. A mídia local informa que pelo menos duas pessoas foram transferidas para hospitais na região.
De acordo com testemunhas, citadas pela rede ABC, o homem dirigia um SUV em alta velocidade quando atropelou as vítimas.
As autoridades pediram às pessoas que evitassem a área da Flinders street, onde ocorreu o atropelamento. A área é próxima de uma movimentada estação de trem, onde costuma haver uma grande concentração de pessoas.
Em janeiro, quatro pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas a poucas quadras do local da ocorrência desta quinta-feira, quando um homem também acelerou seu carro contra pedestres. Ao contrário do que se pensou inicialmente, o caso não foi um ato terrorista.
Precedentes
O atropelamento levanta suspeitas de um ato com propósito terrorista, já que esta tem sido uma estratégia comum de extremistas muçulmanos.
Também perto das festas de fim de ano, em 2016, o tunisiano Anis Amri avançou com um caminhão roubado contra os visitantes de um mercado de Natal em Berlim, matando 12 pessoas e deixando 70 feridas.
Outro ataque com um caminhão contra pedestres deixou 84 mortos em Nice, na França, em julho daquele ano.
Em outubro deste ano, um uzbeque acelerou o veículo que dirigia em uma ciclovia em Nova York, matando oito pessoas, cinco dos quais argentinos.
Com informações G1