As novas previsões climáticas divulgadas em maio aumentaram a preocupação de cientistas sobre a possibilidade de um El Niño forte nos próximos meses. O fenômeno climático é provocado pelo aquecimento das águas do oceano Pacífico e influencia o clima em diversas regiões do planeta.
O Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos (NOAA) colocou o fenômeno em estado de alerta e apontou mais de 80% de chance de formação entre maio e julho de 2026, com possibilidade de permanência até o início de 2027.
Apesar disso, especialistas reforçam que ainda é cedo para afirmar que será um “super El Niño”, termo usado para eventos climáticos extremamente intensos. Segundo meteorologistas, as previsões feitas nesta época ainda possuem margem de incerteza.
Mesmo sem confirmação de um evento extremo, os modelos meteorológicos já indicam um aquecimento mais intenso das águas do Pacífico tropical, o que pode influenciar diretamente o clima em várias partes do mundo.
No Paraná, o Governo do Estado já começou a se preparar para possíveis consequências do fenômeno. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), existe 61% de chance de desenvolvimento do El Niño a partir deste mês de maio, e a probabilidade sobe para 80% no final do primeiro semestre.
O meteorologista Reinaldo Knab explica que o El Niño aquece as águas do Oceano Pacífico, favorecendo maior calor e umidade na atmosfera, o que contribui para a formação de tempestades na região equatorial.
No Brasil, os impactos costumam variar conforme a região. Historicamente, o El Niño provoca aumento das chuvas no Sul do país, enquanto Norte e Nordeste tendem a registrar períodos mais secos e quentes. Também há possibilidade de ondas de calor mais frequentes e aumento no risco de eventos climáticos extremos.
Especialistas afirmam que o fenômeno merece atenção e monitoramento constante, mas alertam para a importância de evitar alarmismo antes de novas atualizações climáticas.
Em recente entrevista ao O Presente, climatologista faz alerta e explica consequências deste fenômeno histórico que se avizinha. Confira!
O Presente com g1
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