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Empresário gasta R$ 170 mil para deixar Gol quadrado com 650 cavalos

calendar_month 14 de abril de 2017
3 min de leitura

Eduardo Ferreira Abade/VC no AutoEsporte

A história começou depois de uma queda de moto que deixou sequelas no corpo de Wylame: pinos, parafusos e uma incurável abstinência de adrenalina. Foi então que uma visita a um amigo levou o microempresário de Sobradinho (DF) ao encontro do carro de sua vida: um nada original VW/Gol GL, de 1994.

Pode ser seu, disse o amigo. Na época, o carro já tinha um kit turbo, que fez bater mais forte o coração de Wylame. O rolo envolveu um insosso Passat 1980 e mais R$ 7 mil. Só que as cifras foram se multiplicando nos meses seguintes.

Rapaz, no começo ele quebrava demais. Uns amigos até diziam que eu tinha que ir me benzer. Gastei uns R$ 85 mil até trocar de mecânico. Aí refiz o carro todo, com peças mais caras, e gastei mais uns R$ 85 mil, diz Wylame.

Pra quem ficou com preguiça de fazer as contas, isso aí dá R$ 170 mil investidos em um Gol quadrado. Ele não imaginava que ia gastar tudo isto quando comprou, mas será que se arrepende?

Pela minha adrenalina hoje de andar nele, vale a pena. Mas se fosse montar outro não faria novamente. Compraria um carro pronto já, afirmou.

 

Gosto

O gosto por carros (e cavalos) começou ainda na adolescência, e o primeiro foi um Chevrolet Corsa 2002. Ninguém tinha suspensão a ar aqui em sobradinho. Só dava era eu, lembra Wylame.

O encontro com o Gol quadrado ocorreu só em 2012. Mas o começo da relação foi pura dor de cabeça. O carro ficava mais na oficina do que na rua. Depois que trocou de mecânico, ele descobriu que o motor mil e nove era na verdade um 1.8 encamisado.

Então foi tudo refeito: o motor se transformou num 2.0 com algumas peças forjadas, outras importadas, sobrealimentado com um turbo de 2.5 kg, que deixou o carro com cerca de 650 cv, atingidos no dinamômetro antes de arrebentar o câmbio de 5 marchas do GTI na última vez que ele tentou medir a potência.

“Agora falta pouca coisa pra terminar”, diz o dono, que no dia a dia comanda um lava-rápido em Sobradinho. O Gol sai da garagem mais nos fins de semana, quando vai passear com a família, ou então em encontros com outros fãs de automóveis, provas de arrancada e “track days”.

O filho Cauã, de oito anos, dá indícios de seguir a mesma onda do pai. “Ele se amarra, fala pra eu acelerar”, conta Wylame. Já a mulher acha melhor gastar muito em um carro do que ter que visitar Wylame no hospital a cada queda de motocicleta.

 
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