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Empresários têm expectativas positivas para 2017

Pesquisa realizada com empresários do varejo e do setor de serviços apontou que 58,4% dos entrevistados acreditam que o desempenho da economia brasileira em 2017 será melhor do que foi em 2016. O estudo, feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação de Dirigentes Lojistas (Cndl), alcançou as 27 Capitais e cidades do interior do Brasil. Apenas 8,4% acreditam que o cenário econômico ficará pior, tendo como motivo mais votado (39,7%) a dificuldade de economizar e fazer reserva financeira.

 

Para frente é que se anda

Casa do Eletricista – RETOMA

Pensando em um ano melhor e nas ações que levem a resultados positivos, a pesquisa revela que 28,7% das empresas pretendem pagar à vista; 25,5% farão pesquisas de preço e 24,1% irão negociar e pedir mais descontos na hora das compras. Segundo o consultor da região Oeste do Paraná do Sebrae, Osvaldo Brotto, medidas como as citadas entram no quesito gestão, que deve receber atenção especial em 2017. Entre as frentes que devem ser levadas em conta pelo empresário neste ano, a gestão é uma delas e contempla, por exemplo, aumentar os prazos de pagamento e reduzir os de recebimento, negociar dívidas e diminuir o que for possível em contas como água, luz, internet, aluguel, juros e taxas, explica. A opinião dos colaboradores também precisa ser levada em conta, pois no contato direto com o cliente, eles podem contribuir com ideias sobre novos produtos e serviços e apontar os que estão deficitários na empresa. Eliminar produtos e serviços deficitários que não têm circulação é fundamental, pois eles é que sangram a empresa, complementa Brotto.

 

Saindo com vantagem

O consultor também destaca que apesar da crise os clientes continuam existindo, com necessidades e desejos diversos. Muitas empresas abandonam o cliente na crise, que, por vezes, é quando ele mais precisa, ressalta. Para que isso não aconteça, a palavra-chave do momento é adaptação. De acordo com Brotto, as empresas que saem na frente são aquelas que melhor se adaptam ao cenário, lembrando que as crises não duram para sempre, mas escolhas malfeitas nesse momento podem ter consequências de longo prazo. Por isso que é importante separar a crise geral da particular, que é: qual a minha contribuição para que a crise se instale permanentemente ou para que eu encontre a solução dela? Essa reflexão é importante e diz respeito ao que o empresário faz no dia a dia, que pode influenciar os resultados, expõe.

 

DICAS PARA O EMPRESÁRIO

O consultor do Sebrae dá dicas que podem ser aproveitadas por inúmeros segmentos:

 

– Aparência da loja física: diz respeito às necessidades de manutenção do ambiente, pinturas, calçadas entre outros;

 

– Localização e acesso: a empresa ou comércio é de fácil acesso? Tem local para estacionamento? A fachada está visível?

 

– Produtos e serviços: refletir sobre os produtos e serviços trabalhados. Se estão adequados para este momento econômico e se atendem as expectativas do cliente.

 

– Canais de encontro: atentar para o fato de que o momento pede mais canais de encontro do que somente o espaço físico, como um site, mídias sociais, catálogos, visitas, etc.

 

– Melhorar a vida do cliente dentro do estabelecimento: é fácil para o cliente encontrar o que procura, pagar e sair? Cuidar com processos equivocados e lentos, burocráticos ou que levem o cliente para uma fila, por exemplo.

 

– Atendimento: buscar constantemente o melhor do atendimento em todos os setores do local.

 

– Comunicação: onde o público vê sua empresa? No jornal, no rádio, na internet? Lembre-se: se você não estiver na cabeça do seu cliente, outras empresas estarão. A ideia é transmitir a mensagem: Com crise ou sem crise, estou aqui e quando você precisar do meu produto, estarei pronto para te atender.

 

Mantendo o cliente

Brotto diz que além de conquistar novos clientes, a manutenção dos que já existem é fundamental para o bom andamento dos negócios. Assim, o quesito relacionamento também entra em pauta. Segundo o consultor, uma prática importante é a do Cross-Selling (vendas cruzadas). Isso quer dizer aumentar o mix de produtos e serviços oferecidos. Por exemplo, quem vai ao posto de combustível para abastecer, normalmente sai de lá com mais alguma coisa, que está visível na hora em que ele vai efetuar o pagamento, pontua.

Segue como conselho importante de relacionamento, de acordo com Brotto, a prática do pós-venda, em que o cliente é contatado para dar um feedback, receber novidades e até mesmo sugestões.

 

Cenário local

Em Marechal Cândido Rondon, os núcleos setoriais da Associação Comercial e Empresarial de Marechal Cândido Rondon (Acimacar), que contam com Silmara Pazini como vice-presidente, também planejam ações para a classe empresarial em 2017. Todos os núcleos fazem um planejamento estratégico que visa trabalhar a empresa de forma geral, a gestão, como atrair novos clientes e como atuar com as novas tecnologias, explica Silmara. Alguns desses núcleos são multisetoriais e contemplam empresários de vários setores e outros são específicos, como mobiliário e moveleiros. O Núcleo de Moveleiros é, por exemplo, muito especial. Os nucleados estão sempre atrás das novidades, trazendo tecnologia de ponta para nossa cidade, complementa.

Os planejamentos de todos os núcleos são elaborados até abril de cada ano. Durante o mês de abril, os núcleos também mudam suas diretorias, que já recebem o planejamento para execução durante o ano. O planejamento anterior é avaliado, vemos o que deu certo, o que deu errado e a partir disso se definem as novas ações, já que um ano nunca é igual ao outro. Passamos por 2016 que foi um período de recessão. Já para 2017 a expectativa é de que as coisas melhorem, ressalta Silmara.

 

Rua Santa Catarina

Um dos diferenciais do comércio rondonense se dá pelo Núcleo Multisetorial da Rua Santa Catarina, a partir do qual os comerciantes desse endereço se unem para melhorar a realidade econômica e dar mais possibilidades para os clientes. Nós trabalhamos com a beleza da rua e em como aumentar as vendas. Fazemos cursos e treinamentos: como deixar a vitrine mais bonita, como atender melhor e ações específicas de vendas. Os comerciantes participam desses eventos, muitas vezes realizados pelo Sebrae e Acimacar, diz Silmara.

Nosso planejamento será realizado e sei que vamos seguir com as ações que já nos mostraram que dão certo, que são atreladas ao calendário de datas comemorativas. Já a novidade fica por conta de ideias que também serão executadas fora dessas datas específicas. Isso é importante para que tenhamos um giro de clientes, um fluxo maior de pessoas na rua, visto que precisamos de clientes o ano inteiro, enaltece a coordenadora Ivone Weber, que também é empresária e está na Rua Santa Catarina há quase 20 anos.

Ao todo, dependendo da época, cerca de 17 e 21 empresas participam desse Núcleo, que trabalha com promoções, prêmios e sorteios, além da decoração da rua, que é atração em diversas datas comemorativas, como a decoração em amarelo, preto e vermelho realizada em alusão à Oktoberfest e as estrelas iluminadas para o Natal.

Além da parceria com a Acimacar e o Sebrae, o Núcleo atua junto ao Poder Público. Assim, conseguimos uma iluminação diferenciada e uma mobília diferente para a Rua Santa Catarina, ressalta Ivone, que destaca a diferença percebida com a criação deste Núcleo. Com quase 20 anos neste endereço, percebemos que a rua saiu do esquecimento para se tornar uma das principais do centro de Marechal Cândido Rondon, finaliza.

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