Planta pode significar uma alternativa aos recorrentes problemas de quebra de safra, que prejudicam o mercado de revenda de combustíveis, dizem desenvolvedores.
Gigantes do setor agrícola estão investindo centenas de milhões de dólares na corrida para o lançamento, no Brasil, da primeira cana-de-açúcar do mundo em escala comercial.
Desenvolvedores prometem uma revolução, com variedades mais resistentes a pragas, à seca, com maior teor de açúcar e facilidades para produção de etanol. Segundo eles, isso pode significar uma alternativa aos recorrentes problemas de quebra de safra, que prejudicam o mercado de revenda de combustíveis.
Por causa das perdas na colheita, a partir de outubro o governo vai reduzir o porcentual de álcool mistura na gasolina de 25% para 20 %. A Petrobras, que deve importar mais de 3 milhões de litros de gasolina para suprir a demanda interna superaquecida, também entrou no páreo para a cana transgênica.
A demanda crescente fez o novo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, determinar ao presidente da Embrapa, Pedro Arraes, que avance nas pesquisas para evitar uma redução maior da oferta de etanol no futuro. O governo também quer minimizar o quase monopólio das pesquisas por multinacionais como Monsanto e Syngenta, como na soja. (Canal rural)