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Entressafra é tempo de fazer controle de milho voluntário

calendar_month 1 de agosto de 2013
3 min de leitura

Nem bem o produtor tirou as máquinas da lavoura para fazer a colheita do milho, já precisa preocupar-se com os desafios que vai enfrentar nas culturas de verão. Entre eles, as plantas invasoras, mais conhecidas como ervas daninhas. E o milho, que sai agora do campo, pode ser uma delas. Está aumentando o índice de plantas voluntárias de milho resistentes ao glifosato em meio às lavouras de soja.

O assunto, inclusive, foi tema de debate no Fórum Agronômico 2013, promovido pela Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar). Em ciclos anteriores, o problema foi percebido em áreas de soja semeadas após a colheita do milho safrinha com diferentes híbridos. Assim, a melhor solução é prevenir e combater as plantas voluntárias precocemente.

Segundo o engenheiro agrônomo, mestre em Manejo de Grandes Culturas e coordenador de pesquisa do Setor de Herbologia da Fundação ABC, Luis Henrique Penckowski, o agricultor precisa ficar bastante atento à questão das plantas voluntárias, pois o combate deve ser feito precocemente, sob o risco de ter prejuízos consideráveis.

“Algumas plantas não apenas vão competir com a soja pelo sol, água e nutrientes, como também vão ser de difícil controle depois de maiores, como a buva, o capim amargoso e também a braquiária”, justifica, mencionando, ainda, que as plantas voluntárias podem também ser “carreadoras” para insetos-praga e doenças fúngicas.

Ele avalia que o produtor tem um novo cenário de desafios, mas que podem ser superados com êxito, desde que sejam observados os manejos corretos. A questão é que essas ervas podem ter traços de tolerância a alguns herbicidas. 

Manejo

Conforme Penckowski, o primeiro aspecto a ser observado é o manejo da dessecação. Ele destaca que o produtor tem investido altas somas na implantação de híbridos e variedades de grande potencial genético e alto valor agregado, mas querem “economizar” em alguns aspectos, como na dessecação.

Para o agrônomo, o manejo feito no Brasil para controle de planta daninha não é compatível com as tecnologias utilizadas na lavoura no século 21. “Ainda utilizamos metodologias que eram aplicadas na década de 80”, reclama. Assim, o pesquisador alerta para aumentar a atenção para quem planta principalmente milho RR, devido à possível tolerância a alguns herbicidas. O conselho dele é para fazer a dessecação antecipada.

Da mesma forma, para quem vai plantar milho, a dessecação, sob orientação técnica, é fundamental, ainda que seja milho sobre milho, ou anteriormente aveia, azevém etc. O milho voluntário na soja é responsável, por exemplo, pelo aumento de população de verme da raiz do milho, que vai prejudicar o desenvolvimento da planta da soja.

 
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