| Kelly M. Agee/ Navy Media Content Services/ AFP |
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| Imagem divulgada no site da Marinha dos Estados Unidos mostra o porta-aviões USS Nimitz posicionado no Mar Vermelho |
O Pentágono está planejando um ataque de três dias contra a Síria, mais intenso e longo que o previsto originalmente. Segundo fontes do governo, as autoridades militares planejam um ataque com mísseis, seguido por outros menores contra alvos que não sejam atingidos na primeira ofensiva.
Duas fontes afirmaram que a Casa Branca pediu a ampliação da lista de objetivos a atingir, depois de uma primeira relação de 50 alvos. A decisão foi motivada pelo desejo do governo de obter um poder de fogo maior e atingir as forças dispersas do regime sírio de Bashar al-Assad.
Os estrategistas do Pentágono consideram agora usar bombardeiros da Força Aérea. Além disso, utilizariam cinco destróieres americanos, que atualmente patrulham o Mediterrâneo, para lançar mísseis de cruzeiro e mísseis ar-terra, fora do alcance das forças de defesa sírias.
“Teremos vários lançamentos e avaliações de cada um, mas todos compreendidos em um período de 72 horas, e uma indicação clara quando terminarmos”, disse uma fonte. O porta-aviões USS Nimitz, que inclui três destróieres, está posicionado no Mar Vermelho e também pode lançar mísseis de cruzeiro contra a Síria.
A intensificação do planejamento militar acontece no momento em que o presidente americano Barack Obama se prepara para apresentar pessoalmente as razões pelas quais acredita na necessidade da intervenção, como resposta ao ataque químico de 21 de agosto nas proximidades de Damasco, supostamente executado pelo regime sírio.
Na segunda-feira (08), Obama concederá entrevistas aos principais canais de televisão do país. As entrevistas, que serão exibidas à noite, acontecerão um dia antes do presidente discursar à nação, antes da votação no Senado, que iniciará na segunda-feira um debate sobre a intervenção dos Estados Unidos na Síria.
Em meio a dúvidas se a intervenção seria suficiente para reduzir as capacidades militares de Assad, um oficial disse ao jornal que a operação planejada seria mais uma “demonstração de força”, que não mudaria fundamentalmente a situação no campo de batalha.
“O ataque planejando pelos Estados Unidos não terá impacto estratégico na situação atual na guerra, que os sírios têm bem controlada, e na qual os confrontos violentos poderiam prosseguir por mais dois anos”, disse a fonte.
