Os buracos formados ao decorrer da BR-163 desafiam os motoristas e colocam em risco a vida de quem transita por um trecho crítico de aproximadamente 100 quilômetros, que liga a região oeste ao sudoeste do Paraná.
Universitários que por causa do estudo passam diariamente pela rodovia protestaram, ontem (31), em frente ao posto da PRF (Polícia Rodoviária Federal) de Lindoeste. A pista foi fechada às 17h30 e seguiu com o tráfego interrompido por uma hora, o que resultou em uma grande fila formada por caminhões e carros.
Os maiores prejudicados somos nós, da sociedade do oeste e sudoeste do Paraná. Por esse motivo resolvemos fazer a mobilização e chamar atenção das autoridades, para que olhem para nós e lembrem da gente não apenas na hora de pedir voto, argumentou o universitário Anderson Ferreira dos Passos.
Lideranças da região apoiaram o protesto. Infelizmente chegou em um ponto que não tem mais como transitar pela rodovia. Vários fatores levaram a essa situação: a liberação do trânsito para caminhões de nove eixos, a balança que não funciona e o excesso de chuva. Acreditamos que isso será resolvido, mas precisamos mais do que operação tapa-buracos, precisamos de terceira pista, defende o prefeito de Capanema, Milton Kafer.
Nós presenciamos ao longo desse trecho da BR 163 as más condições da pista em se tratando de pavimento asfáltico, que está toda esburacada, e a sinalização precária. Precisava urgentemente que fosse feito alguma coisa. Levamos isso ao conhecimento do Ministério Público e com apoio de prefeituras até foi feito operação tapa-buracos, mas que não resolveu por causa das chuvas, lembra o inspetor da PRF, Dirson Betiato.
Logo na entrada de Cascavel, as máquinas já estão na pista. A ordem de serviço para melhorias na rodovia foi autorizada pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestutura de Transporte). De acordo com funcionários que executam a obra, o trabalho de tapa-buracos deve ser concluído em um mês.
Justamente no dia da nossa mobilização eles assinam a ordem de serviço, que veio de Brasília. Se fizeram isso para acabar com nosso protesto, não adiantou. Até que a situação não seja resolvida a gente não vai desistir. Se a operação tapa-buracos não resolver, nós vamos voltar às ruas até que a rodovia seja melhorada, finaliza Anderson. (CGN)