Maria Cristina Kunzler
Superintendente de Meio Ambiente da Itaipu, Jair Kotz: Os cenários estão apontando que teremos um aumento de chuvas de 20% a até 40%
O que podemos esperar do clima para os próximos anos? Vão acontecer mudanças climáticas? Se sim, de que forma elas podem interferir em nossas vidas? Essas são algumas perguntas que muitos cientistas e estudiosos têm feito ao longo do tempo. Prever o futuro é difícil, mas estudos já estão norteando o caminho que estamos percorrendo e onde podemos chegar.
Recentemente, a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República promoveu, em Brasília, uma reunião para discutir e apresentar um estudo sobre as mudanças climáticas para o Brasil. O superintendente de Meio Ambiente da Itaipu, Jair Kotz, participou do encontro e explanou, na assembleia do Conselho de Desenvolvimento dos Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu, realizada na quinta-feira (26), a previsão para a região.
De acordo com ele, há notícias boas e outras nem tão boas assim para os municípios que estão no extremo Oeste do Paraná. Kotz adianta que o lado bom é que o estudo indica que a região deve ter mais chuvas nos próximos anos, ou seja, não deve ocorrer problemas de escassez de água. Os cenários estão apontando que teremos um aumento de chuvas de 20% a até 40%. Então podemos sair da nossa média regional, de 1,7 mil milímetros (mm) por ano, e chegar a aproximadamente 2,4 mil mm, revela.
O problema, no entanto, é que a tendência é que essa chuva seja mais concentrada. Vários municípios da região lembram o que aconteceu em um final de semana (em junho de 2014) quando choveu quase 250 mm. Sob essa perspectiva, devemos ter uma concentração de chuva e depois períodos de estiagem, expõe Kotz.
Olhando sobre essa ótica, a União está começando a enxergar o solo como um patrimônio, diz o superintendente de Meio Ambiente da Itaipu. Se você derrubar uma árvore vai preso, mas se você acabar com uma nascente não, exemplifica. Olhando do ponto de vista patrimonial, toda riqueza da nossa região está pautada em cima da água, do solo e no equilíbrio da biodiversidade. Toda nossa economia está pautada em cima disso. Quando nós oferecemos incentivos, como de calcário, e ajudamos na infraestrutura da propriedade rural, precisamos saber como aquele produtor está cuidando do patrimônio, como estão nossas nascentes e rios, como está a conservação do solo. Se vamos ter concentração de chuvas, teremos que trabalhar ainda mais na conservação de solo, readequação de estradas, para preservar o nosso patrimônio, destaca.
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