Caso o Supremo Tribunal Federal (STF) aceite os chamados embargos infringentes, recursos que podem levar a um novo julgamento no crime naqueles crimes em que o condenado tenha obtido ao menos quatro votos favoráveis no julgamento, o processo do mensalão continuará a ser analisado no ano que vem e pode terminar em meio ao período da campanha eleitoral, permitida a partir de julho de 2014.
Na avaliação de juristas , a designação de outro relator para os embargos e a possibilidade de reanálise de provas faria o julgamento terminar para os réus que entrassem com embargos infringentes no primeiro semestre do ano que vem.
O presidente do Supremo e relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, contrário aos embargos infringentes, tem afirmado a interlocutores que, se isso acontecer, a ação pode demorar mais um ano para ser concluída. Para a procuradora-geral da República em exercício, Helenita Acioli, será “absurdo” se novos recursos forem aceitos.