Dois anos depois do uacute;ltimo conflito, novamente ex-moradores da regi atilde;o Oeste paranaense que atualmente moram no Paraguai foram alvo de confronto com europeus que alegam ser donos das terras onde os brasileiros vivem. Segundo relato do ex-morador do distrito rondonense de Margarida, Jo atilde;o Misiak, que mora em Porto Marangatu, na tarde de ontem (26), um dos franceses Jean Lucas Tolop e Ivan Obert, possivelmente acompanhados de cerca de 70 policiais da for ccedil;a de combate paraguaia, teriam entrado em confronto com brasileiros e inclusive teriam promovido a derrubada de duas casas a marretadas e machadadas.
Conforme Jo atilde;o, que eacute; agricultor, os envolvidos no confronto haviam tentado tomar dele o seu trator e at eacute; mesmo o gado. ldquo;Fizeram muitos estragos aqui, derrubaram casas e pisotearam as coisas rdquo;, menciona.
De acordo com o produtor, o problema eacute; de longa data, uma vez que a aacute;rea, que era dos franceses, teria sido vendida aos moradores pela Colonizadora Marangatu, h aacute; aproximadamente 30 anos. Ele menciona que atualmente residem cerca de 140 fam iacute;lias tanto brasileiras como paraguaias na aacute;rea de 2.925 hectares, onde tamb eacute;m existem igreja, vilas e quartel.
Jo atilde;o ressalta que possui documentos autenticados que comprovam ser dono da propriedade onde reside. ldquo;Temos negativas do registro general de propriedades, em Assun ccedil; atilde;o, que comprovam que a aacute;rea n atilde;o eacute; dos franceses rdquo;, salienta.
Por outro lado, ontem os visitantes e a pol iacute;cia teriam sido ainda acompanhados por oficial de Justi ccedil;a paraguaio e apresentado ordem de despejo, no entanto, ela seria antiga.
Bragadense
Um dos agricultores que teve a casa derrubada eacute; ex-morador de Pato Bragado, Antonio Sieben, que trabalha h aacute; 34 anos em Porto Marangatu. Com voz embargada, ele disse estar indignado com o fato ocorrido. No seu caso, o produtor conta que foi para o Paraguai para trabalhar no sistema de arrendamento para ldquo;Carlos Ren eacute; Segin rdquo;, que seria o representante da Colonizadora Marangatu. Apesar de n atilde;o ter adquirido sua propriedade, ele espera ter algum direito de permanecer no local, em raz atilde;o do tempo que est aacute; l aacute;.
Provid ecirc;ncias
Conforme Jo atilde;o Misiak, ontem, s oacute; n atilde;o retiraram seus pertences e destru iacute;ram sua casa porque estava acompanhado de advogados.
Por meio da negocia ccedil; atilde;o com os advogados, o conflito foi resolvido provisoriamente. Conforme Jo atilde;o, os brasileiros j aacute; realizaram den uacute;ncia quanto a atitudes adotadas contra eles e os advogados que os representam devem tomar provid ecirc;ncias sobre os fatos ocorridos na tarde de ontem.