O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu nesta terça-feira (09) suas estimativas para o crescimento global pela quinta vez desde o início do ano passado, devido à desaceleração dos mercados emergentes e à prolongada recessão na Europa.
O FMI também reduziu a previsão de crescimento para o Brasil em 2013, de 3% para 2,5%. Para 2014, a estimativa de avanço do PIB foi reduzida em 0,8 ponto percentual, de 4% para 3,2%. O Brasil foi o país com o maior corte na projeção do FMI para crescimento econômico em 2014 dentre as nações monitoradas pelo fundo.
Em seu exame do meio do ano do estado da economia mundial, FMI também advertiu que o crescimento global pode desacelerar ainda mais se a retirada do enorme estímulo monetário nos Estados Unidos levar a uma reversão dos fluxos de capital e reduzir o crescimento nos países em desenvolvimento.
No relatório Panorama Econômico Global, o FMI cortou sua previsão para o crescimento global em 2013 a 3,1%, mesmo ritmo de expansão do ano passado, mas abaixo da previsão de 3,3% divulgada em abril. O Fundo também reduziu sua previsão para 2014 a 3,8%, ante previsão anterior de 4%.
Os mercados emergentes, que tinham sido anteriormente o motor da recuperação global, contribuíram para a piora da perspectiva, intitulada “Dores do Crescimento”. O FMI reduziu sua previsão de crescimento em 2013 dos países em desenvolvimento para 5%, incluindo uma previsão menor para os Brics (China, Brasil, Rússia, Índia e África do Sul).
EUA e zona do euro
O FMI espera uma piora dos dados na zona do euro em 2013, e estima agora uma queda do PIB de 0,6%. Para 2014, a previsão é de avanço de 0,9%. Enquanto isso, a economia americana deve se expandir 1,7% neste ano, e 2,7% em 2014, na previsão do fundo.
Para Alemanha, o fundo prevê crescimento de 0,3% em 2013 e de 1,3% em 2014. Já para a China, a estimativa é de um avanço de 7,8% do PIB neste ano e de 7,7% no próximo. O Japão é uma das poucas surpresas favoráveis do relatório do FMI em relação ao crescimento de 2013.
A instituição projeta agora um avanço de 2% do PIB do país asiático neste ano, acima do 1,5% esperado em abril. Isso reflete, segundo o FMI, os efeitos das políticas mais acomodativas sobre a confiança e a demanda privada.