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Gleisi Hoffmann reconhece dificuldades dos municípios

calendar_month 6 de agosto de 2013
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Ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, durante coletiva à imprensa, sábado (03), em Toledo

O governo federal estuda aumentar o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), porém, no momento, não há previsão de que a medida venha a ser adotada efetivamente. A sinalização é da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que no sábado (03) esteve no município de Toledo para o lançamento do Plano Safra 2013/2014.

“Gostaríamos de aumentar o FPM e estamos estudando isso, mas temos que fazer isso com a responsabilidade de olhar o conjunto da economia brasileira”, declarou. Durante o seu discurso, no Centro de Eventos toledano, Gleisi reconheceu a dificuldade por que passam os municípios atualmente, mas justificou que a situação da crise internacional ainda afeta o Brasil.

“Sei que muitas vezes é difícil fechar a conta no final do mês, no final do ano, pagar folha de pessoal, dar conta da educação, da saúde, porque nós também vivemos isso no governo federal. Às vezes temos que decidir onde vai cortar e é duro fazer essa opção”, explanou.

Segundo ela, a situação ainda é reflexo da crise mundial registrada em 2009 e que também afeta o Brasil. “Todos os nossos parceiros comerciais estão passando por uma crise, ou menor ou maior. Os Estados Unidos agora estão começando a reverter esse processo, mas a Europa, que tem grandes parcerias comerciais com o Brasil, não está. A China está desacelerando”, descreveu Gleisi.

Com base nessa condição, a ministra afirmou que o governo federal divide com os municípios as medidas que precisam ser adotadas para manter a economia brasileira em um patamar melhor, para não fazer desinclusão, e para manter o nível de emprego e a renda.

“Por isso quero fazer um agradecimento aos prefeitos e prefeitas, pois vocês estão participando desse esforço que o Brasil está fazendo para que possamos manter emprego, renda e nosso desenvolvimento apesar dessa crise internacional”, enalteceu.

Conforme Gleisi, devido a algumas desonerações o governo federal deixou de arrecadar R$ 40 bilhões em 2012, não só em impostos que divide com Estados e municípios, mas também em contribuições de que abriu mão. “Estamos tentando fazer com que programas e repasses não sejam afetados de forma tão contundente”, expôs, lembrando que na Marcha dos Prefeitos a presidenta fez anúncio de repasse de R$ 3 bilhões para que os municípios.

“A intenção é que eles tivessem condições de arrumar minimamente a sua situação econômica e financeira”, completou a ministra.

 
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