Um casal teve a bagagem com as roupas do próprio casamento extraviada em um voo da Gol, em novembro de 2013. Por causa do erro da companhia aérea, os passageiros ficaram sem terno e o vestido de noiva, e precisaram usar as roupas do corpo na cerimônia: blusas e calças jeans. Os consumidores entraram na Justiça e vão receber R$ 20 mil de danos morais e materiais da empresa.
A decisão foi tomada pelo 2º Juizado Cível de Taguatinga. A empresa recorreu, mas a sentença foi mantida pela 3ª Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.
O advogado do casal, Fernando Paulino, explicou que o noivo e a noiva embarcaram em Brasília em direção a São Paulo, já que se casariam em Santos. Ao chegarem na capital paulista na véspera do casamento, os clientes, acompanhados da filha de 2 anos, descobriram que um erro tinha feito a mala parar em outro avião, com destino a Belo Horizonte.
“Eles fizeram uma reclamação, mas a Gol não ajudou. A empresa prometeu recuperar a bagagem o mais rapidamente possível, mas não foi o suficiente, já que eles precisaram usar as roupas do corpo no casamento”.
Segundo a decisão do Tribunal de Justiça, o o fato de os consumidores ficarem em cidade distante, na véspera de sua cerimônia de casamento, sem bagagem e, consequentemente, privados de bens pessoais básicos, é suficiente para gerar frustração, angústia e desconforto. Essa situação ultrapassa os meros aborrecimentos do dia a dia e é suficiente para violar os direitos da personalidade, ensejando a pretensão indenizatória por danos morais. Procurada, a Gol disse que não comenta ações judiciais.