O Brasil paralisou as negociações com Cuba para a vinda de seis mil médicos cubanos daquele país. De acordo com reportagem da Folha de São Paulo. O motivo da mudança de planos não foi explicada nem pelo Ministério da Saúde tampouco o Itamaraty, que havia anunciado a tratativa em maio e agora diz que ela está congelada, explicam as razões da mudança de planos.
Também não houve explicação sobre o motivo de tratamento “não prioritário” a Cuba. A ilha preenche os principais requisitos do programa: médicos por habitante acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e língua próxima do português.
Já o Ministério da Saúde informa que escolheu atrair médicos como “pessoa física”, e não considerar a oferta do contingente feita pelo governo cubano, nos moldes que a ilha faz na Venezuela.
Há motivos para o recuo. Além da sensibilidade que envolve o regime comunista de Cuba -aliado do governo e do PT e alvo dos conservadores-, o motivo principal é que as missões cubanas são aclamadas pelo trabalho humanitário, como no Haiti, mas não escapam de críticas de ativistas de direitos humanos e trabalhistas na versão remunerada.