| Carina Ribeiro/OP |
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| Movimento grevista e ações de hoje (20) foram organizadas. Agências bancárias estão fechadas |
Muitas pessoas foram surpreendidas ontem (19) com o primeiro dia de greve dos bancários em todo o país e que também teve adesão de trabalhadores de Marechal Cândido Rondon, Toledo e Palotina. A greve foi deflagrada após as assembleias terem rejeitado a proposta de reajuste de 6,1% feita pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que repõe índice equivalente à inflação do período pelo INPC.
Os bancários ainda reivindicam uma série de itens visando à melhoria das condições de trabalho e também de atendimento ao público. A representante do Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Sintraf) de Toledo, Lúcia Brentano Vogt, esteve organizando o movimento grevista em Marechal Rondon e contou que a adesão nas três maiores cidades foi expressiva.
No entanto, ela menciona que, no primeiro dia de greve, as agências bancárias funcionaram normalmente em cidades como Quatro Pontes, Nova Santa Rosa, Entre Rios do Oeste e Pato Bragado, pois nesses municípios o movimento ainda está em fase de organização. Para conseguirmos alcançar nossos objetivos, precisamos de uma atitude coletiva, em que todos os bancários participem do movimento, enfatiza.
Em todo o Paraná, a estimativa é de que cerca de 300 agências bancárias tenham sido fechadas para atendimento ao público devido à adesão de aproximadamente 11,5 mil bancários à greve.
Segundo dia
Na tarde de ontem vários bancários se reuniram nas proximidades do Banco do Brasil para debater os números do primeiro dia de movimento grevista e planejar o segundo dia de ações, já que eles procuram se movimentar entre os bancos e apoiar os colegas de profissão a aderirem. Com isso, a previsão de Lúcia é de que a greve alcance as demais cidades da região de abrangência da base sindical ainda nesta semana, possibilitando o fechamento de mais agências.
A greve deflagrada não tem data para ser encerrada, já que vai depender do avanço das negociações com a Fenaban. A reação de muitas pessoas ao se deparar com o movimento grevista, ontem, segundo a sindicalista, foi tranquila.
Dez anos de greve
A greve é uma forma de pressão para uma negociação mais próxima do desejado pela categoria que a promove. No caso dos bancários, os movimentos grevistas têm sido realizados consecutivamente há dez anos no país. Na base sindical de Toledo, somente no ano passado a assembleia não aprovou adesão à decisão nacional, enquanto nos outros anos vem participando sempre do ato reivindicatório.
A sindicalista Lúcia Vogt afirma que as paralisações têm rendido melhores condições de negociação com os banqueiros, motivo pelo qual anualmente a proposta de greve volta a ser avaliada em assembleia quando a proposição da Fenaban fica abaixo das expectativas profissionais.
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