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Greve dos Correios pode afetar 1 milhão de paranaenses, diz sindicato

calendar_month 14 de setembro de 2011
2 min de leitura

Aproximadamente um milhão de paranaenses podem ser afetados pela greve dos Correios . A estimativa é do sindicato que representa os trabalhadores no estado, Sintcom-PR, e foi feita com base no que ocorreu na paralisação da categoria de 2009. Segundo o Sintcom-PR, naquele ano cerca de 3,4 milhões de objetos e documentos ficaram retidos nos Correios somente no primeiro dia da greve.

Os trabalhadores nos Correios do Paraná começam esta quarta-feira (14) em greve por tempo indeterminado. A paralisação foi decidida em assembleia realizada na noite desta terça-feia (13) nas cidades pólo do Estado. Em Curitiba, logo após a assembleia que definiu pela greve, os trabalhadores seguiram da sede do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios  no Estado do Paraná (Sintcom) até a frente da sede da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, onde montam acampamento. Ao longo da semana espera-se a adesão de outros estados. Os trabalhadores nos Correios estão com indicativo de greve desde o dia 23 de agosto.

A greve foi decretada porque as negociações com a empresa não avançaram nas últimas semanas. Os trabalhadores continuam rejeitando a proposta de reajuste salarial oferecida pela empresa de 6,87%. Além do índice apresentado não repor a inflação do período — entre agosto de 2010 e julho de 2011 ficou em 7,16% —, ele também seria aplicado na base de reajuste dos benefícios da categoria, o que aumentaria o vale-alimentação.

Os trabalhadores cobram o cumprimento da pauta de reivindicações que exige a contratação de mais funcionários, melhores condições de trabalho, piso salarial de R$ 1.635,00, o pagamento das perdas salariais de 24,76%, acumuladas entre 1994 a 2010, vale-alimentação de R$ 30, e a redução da jornada dos atendentes para seis horas.
Além de Curitiba, os funcionários fizeram assembleias em Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá e Ponta Grossa. A expectativa do sindicato era iniciar o movimento com adesão de cerca de 70% dos trabalhadores da área operacional dos Correios, o que inclui os atendentes, carteiros e operadores de triagem e transbordo.

A greve também é uma resposta à aprovação no Congresso da Medida Provisória 532, que transforma a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em Sociedade Anônima (S/A). Na avaliação dos trabalhadores, os Correios do Brasil S/A, nome com o qual a ECT passará a ser chamada, abre caminho para as terceirizações dos serviços e à privatização da empresa. (Bem Paraná)

 
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