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Imóvel doado pela prefeitura está ocioso há mais de uma década

calendar_month 24 de agosto de 2011
3 min de leitura
Carina Ribeiro/OP
Quadra próxima ao Colégio Eron Domingues está abandonada há vários anos e deve ser repassada a uma nova entidade

 

O Departamento Jurídico da Prefeitura de Marechal Cândido Rondo pretende levantar, nos próximos dias, qual é a situação legal de um imóvel doado há mais de 20 anos para a Associação Rondonense de Estudantes (Ares) e que está ocioso há mais de uma década. O imóvel está localizado na esquina das ruas Mem de Sá e Paraíba, onde existe uma velha quadra de esportes abandonada.
Atualmente o espaço não é utilizado pela comunidade escolar, nem vem sendo usufruído por outros estudantes, uma vez que a Ares está praticamente desativada.
De acordo com o procurador do município, Christian Guenther, o Poder Público está avaliando a intenção de realizar o repasse do imóvel para o Conselho da Comunidade, que tem à frente Nelson Belincanta. Segundo o profissional, o repasse ainda será discutido, mas o objetivo é que facilitasse a edificação de um espaço para beneficiar egressos que prestam serviços comunitários. “Como será construído o Fórum no local onde hoje é a pista de bicicross, o Conselho estaria próximo do Poder Judiciário”, justifica.
Segundo ele, antes da doação do imóvel, que possui aproximadamente 20×30 metros, será certificada a situação legal do mesmo, tendo em vista a necessidade de fazer a desapropriação.

Risco
Conforme o diretor do Colégio Eron Domingues, Sandro Augsten, hoje o local é mal iluminado e muitas vezes representa perigo para os estudantes do educandário, já que é frequentado no horário noturno por pessoas estranhas ao meio escolar. “Existe problema de aglomerações de pessoas que não têm ligação com a escola, o que pode representar risco à segurança dos nossos alunos”, salienta.

Demanda
Na visão de Augsten, não existe como a escola ou o Estado investirem naquele local, pois não se sabe a situação legal da área. “Porém, nós teríamos interesse em utilizar, caso nos fosse disponibilizado”, garante.
Ele relata que o colégio possui em torno de 1,4 mil alunos e que em alguns horários de aula acaba coincidindo de quatro turmas terem a disciplina de Educação Física ao mesmo tempo, enquanto a escola só dispõe de duas praças esportivas. “Só temos o miniginásio e a quadra interna do colégio. Assim, as outras duas turmas acabam tendo que fazer aulas de tênis de mesa, xadrez, no saguão do colégio”, explana.

Opções
O diretor acredita que não só os estudantes como a comunidade em geral do município poderia fazer uso do espaço que hoje está ocioso. “Poderiam ser realizadas parcerias com universidade para a prática esportiva no local”, sugere.
Augsten está há seis anos no cargo de direção e garante que a quadra abandonada nunca foi usada pelo colégio. “Até mesmo porque não tem condições de uso”, lamenta.
Além disso, o diretor ainda lembra que o imóvel está em um local central da cidade, que, na visão dele, já é carente de espaços para a prática de esportes. “E ainda poderia ser mantida com baixo custo de investimento”, aponta.

 
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