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Impacto de obras sobre vizinhança deve ser respeitado

calendar_month 16 de setembro de 2013
3 min de leitura

Cascavel é uma cidade que experimenta um período de crescimento sem precedentes, mas precisa organizar uma maneira de se manter eficiente e viável para as próximas décadas, para que não se repita na Capital do Oeste o que aconteceu em outros centros urbanos que aumentaram de tamanho, mas, ao mesmo tempo, viram aumentar os seus problemas.

O alerta parte do conselheiro do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Oeste do Paraná (Sinduscon-Oeste/PR), José Luiz Parzianello, engenheiro civil e ex-presidente de entidades como o próprio Sinduscon-Oeste/PR, Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Cascavel (Aeac) e Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-PR), além de ser ex-vereador e ex-secretário de Indústria e Comércio.  

Parzianello adverte que o poder público precisa estar atento ao processo de liberação de terrenos voltados à industrialização dentro da planta de uma cidade. Para ele, o ideal é que esse tipo de empreendimento ocupe áreas voltadas exclusivamente para gerar produção e que sejam de caráter permanente, longe da influência da especulação imobiliária voltada ao setor habitacional.

“Não adianta liberar uma empresa para funcionar em determinado lugar, se logo depois essa mesma empresa terá que arrumar as malas e deixar o local devido à pressão de moradores do entorno”, destaca. Para ele, o poder público em geral, ou seja, todos os envolvidos na autorização e aprovação do Alvará de uma empresa, deve ter o máximo de cuidado quanto a um fenômeno novo, mas que deve ser cada vez mais estudado: o Impacto de Vizinhança.

São aspectos relacionados ao direito de ir e vir de quem mora ao lado da obra, além de aspectos relacionados a ruídos, odores, poluição visual e  ambiental e outros fatores. “O ideal é evitar a liberação de condomínios residenciais em torno destas futuras empresas e indústrias, pois, futuramente ou em breve, serão estimulados abaixo-assinados de moradores vizinhos que acabam fechando ou fazendo com que a empresa ou indústria recém-instalada tenha de se mudar de local, ou vice e versa”, observa.

Segundo ele, o estudo sobre o Impacto de vizinhança é relativamente novo, tem cerca de cinco anos, mas, levado a sério, poupa sensíveis recursos e o que se chama de resserviço. “A avenida Brasil, por exemplo, é cortada por um condomínio. Não se imaginava que ela chegaria até lá. Hoje, percebe-se que vai muito além, tem condições de chegar até o Contorno Oeste”. 

Para Parzianello, não basta o poder público fazer sua parte: a iniciativa privada também tem parcela de contribuição a oferecer. “É preciso que os empresários tenham consciência sobre o impacto de seus empreendimentos”, diz.

 
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