O Presente
Geral

Intercâmbio amplia visão de mundo de estudantes

calendar_month 21 de junho de 2010
6 min de leitura
Estudantes do Colégio Martin Luther, a alemã Dana Schutte, a polonesa Angelika Aleksandra Stec e a mexicana Maria Teresa Ituarte Contreras: experiência de convívio com pessoas de três nacionalidades diferentes (Foto: O Presente)

Origin aacute;rias da Alemanha, Pol ocirc;nia e M eacute;xico, tr ecirc;s jovens estudantes que frequentam o Col eacute;gio Martin Luther, em Marechal C acirc;ndido Rondon, est atilde;o em fase de conclus atilde;o do interc acirc;mbio rot aacute;rio e j aacute; assimilam os ganhos que tiveram durante o per iacute;odo de um ano morando no Brasil.
Para a alem atilde; Dana Sch uuml;tte, 17 anos, o interc acirc;mbio foi uma oportunidade de ampliar concep ccedil; otilde;es. ldquo;Foi muito positivo. Sentimos saudades, mas com isso aprendemos a crescer e ter mais independ ecirc;ncia. Foi uma oportunidade de conhecer sobre outras culturas e observar que existem outras maneiras de fazer tudo o que fazemos rdquo;, declara.
A polonesa Angelika Aleksandra Stec, 18 anos, observa em si mesmo muitas mudan ccedil;as, principalmente na forma de ver as coisas. ldquo;O interc acirc;mbio eacute; outra vida para o ser humano. Mudei muito. Fizemos amizade tanto com brasileiros, como com estudantes alem atilde; e mexicana, isso eu n atilde;o imaginava que aconteceria rdquo;, afirma.
Por sua vez, a mexicana Maria Teresa Ituarte Contreras, 17 anos, tamb eacute;m entende a experi ecirc;ncia como de grande valia.
As tr ecirc;s levar atilde;o para seus pa iacute;ses de origem novas vers otilde;es sobre que pa iacute;s eacute; o Brasil, j aacute; que antes do interc acirc;mbio elas tinham vis otilde;es limitadas sobre a Terra Tupiniquim. ldquo;Imaginava que o pa iacute;s era todo como o Nordeste e a Amaz ocirc;nia. N atilde;o sabia que havia uma regi atilde;o do Brasil que era t atilde;o lsquo;europeia rsquo; rdquo;, relata a alem atilde;. ldquo;Eu achava que aqui s oacute; havia mulatos, n atilde;o pensava que poderia encontrar pessoas mais claras do que eu, como encontrei rdquo;, afirma a polonesa. ldquo;E eu achava que todos os brasileiros eram muito altos. Tamb eacute;m pensava que havia mato como na Amaz ocirc;nia ou mar como no Rio de Janeiro rdquo;, exp otilde;e a mexicana.
No in iacute;cio, as estudantes se surpreenderam com aspectos tanto da popula ccedil; atilde;o como dos costumes locais, que se diferem daquilo que imaginavam antes da viagem ao Brasil.
Os choques culturais de in iacute;cio, no entanto, foram sendo amenizados e hoje elas j aacute; assimilam costumes locais. ldquo;Observamos que no Brasil o ritmo eacute; mais tranquilo. As pessoas param ao meio-dia para almo ccedil;ar. Na Alemanha fica na escola at eacute; as 14 horas e mesmo quem trabalha vai almo ccedil;ar somente quando termina o trabalho, n atilde;o se disp otilde;e desse tempo de parar. Agora que vejo que eacute; assim, me questiono por que n atilde;o podemos fazer o mesmo l aacute; rdquo;, compara Dana.
J aacute; Maria Teresa lembra que no M eacute;xico comer ao meio-dia equivale ao caf eacute; da manh atilde;, enquanto o almo ccedil;o eacute; l aacute; pelas 15 horas e a janta agrave;s 22 horas.

Comida
Dentre as principais constata ccedil; otilde;es das estrangeiras quanto agrave; alimenta ccedil; atilde;o dos brasileiros est aacute; a alta frequ ecirc;ncia de ingest atilde;o de carne. ldquo;Aqui se come carne praticamente todos os dias, agrave;s vezes at eacute; duas vezes no mesmo dia! rdquo;, exclamam, apontando como uma das diferen ccedil;as do Brasil para os seus pa iacute;ses.
Quanto ao arroz e feij atilde;o, que no in iacute;cio estranharam muito, agora j aacute; aprenderam a comer, no entanto, n atilde;o com o mesmo gosto que os brasileiros. ldquo;Gostamos mesmo eacute; de brigadeiro, beijinho, nega maluca, p atilde;o de queijo, pastel e mandioca frita, al eacute;m de chimarr atilde;o e guaran aacute; rdquo;, diz a polonesa, que desconhecia os referidos doces, salgados e bebidas.
Quanto a outras comidas, a mexicana acha os pratos pouco temperados, j aacute; que sente falta de pimenta, comum na culin aacute;ria do seu pa iacute;s.
A polonesa eacute; vegetariana e, al eacute;m de constatar o excesso de carne, sente falta das sopas, que fazem parte da principal refei ccedil; atilde;o do dia na Pol ocirc;nia.
Apesar de morar h aacute; um ano em Marechal Rondon, cidade colonizada por alem atilde;es, Dana n atilde;o viu familiaridade na comida local. ldquo; Eacute; tudo muito diferente, mas gostei da comida rdquo;, garante.
A l iacute;ngua
As dificuldades iniciais em aprender a l iacute;ngua portuguesa foram superadas em cerca de um a quatro meses pelas estudantes estrangeiras. ldquo;Quando cheguei no Brasil senti como se eu tivesse acabado de cair no universo rdquo;, relata Angelika. ldquo;Mas depois aprendi muito traduzindo m uacute;sica sertaneja rdquo;, acrescenta.
ldquo;Quando falavam forte comigo, achava que estavam me xingando. Agora vejo que eacute; apenas a forma de se expressar. Eu aprendi o portugu ecirc;s lendo, mesmo assim, ainda sinto dificuldade na pron uacute;ncia rdquo;, conta Maria Teresa.
Se no in iacute;cio da conviv ecirc;ncia com brasileiros na escola as tr ecirc;s algumas vezes se esfor ccedil;aram para rir de piadas que n atilde;o compreendiam, a situa ccedil; atilde;o foi invertida.
Como compartilhavam das mesmas dificuldades de comunica ccedil; atilde;o, as tr ecirc;s intercambistas acabaram se aproximando mais do que com brasileiros. Em uma oportunidade, quando j aacute; se comunicavam em portugu ecirc;s, as tr ecirc;s conversavam e um brasileiro presente n atilde;o compreendeu as falas na pr oacute;pria l iacute;ngua do ouvinte. Elas se divertiram muito porque Dana precisou fazer a tradu ccedil; atilde;o do ldquo;portugu ecirc;s com sotaque rdquo; para o ldquo;portugu ecirc;s brasileiro rdquo;.

Do Brasil
Carnaval, samba, mato, mulatos, planta ccedil; atilde;o de caf eacute;, que imaginavam encontrar, praticamente n atilde;o viram por aqui. J aacute; a paix atilde;o pelo futebol dos brasileiros foi confirmada. As tr ecirc;s somaram-se ao coro na torcida pelo Brasil, j aacute; que a Sele ccedil; atilde;o Brasileira ainda n atilde;o precisou enfrentar o M eacute;xico nem a Alemanha. Caso contr aacute;rio, garantem, a torcida muda.
Dana, Angelika e Maria Teresa garantem que v atilde;o levar boas impress otilde;es do Brasil e do col eacute;gio onde estudam. ldquo;Tivemos muitas oportunidades de aprendizado no Col eacute;gio Martin Luther, que oferece uma oacute;tima qualidade de ensino rdquo;, concluem.

Diferencial
De acordo com o diretor do Martin Luther, Aldair Kronbauer, o col eacute;gio eacute; parceiro do Rotary Club, raz atilde;o pela qual recebe intercambistas. ldquo;Nos sentimos gratificados por contribuir nesse importante programa do Rotary rdquo;, salienta.
A compreens atilde;o do diretor eacute; de que os interc acirc;mbios s atilde;o importantes tamb eacute;m para os estudantes brasileiros. ldquo;Nossos alunos crescem bastante com esse contato intercultural que acontece com os intercambistas rdquo;, enfatiza.
A partir da conviv ecirc;ncia os estudantes ainda desfazem vis otilde;es deturpadas sobre outros pa iacute;ses, assim como os estrangeiros em rela ccedil; atilde;o ao Brasil. ldquo;Os alunos podem conhecer mais sobre outras culturas e l iacute;nguas. Eles vivem na pr aacute;tica a globaliza ccedil; atilde;o e esse eacute; um diferencial do col eacute;gio oferecido em parceria com o Rotary Club rdquo;, encerra.

 
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