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Geral Temperaturas mais altas

Inverno vai entrar em recesso no Sul do Brasil

Primeiros dez dias de julho em nada vão lembrar o padrão de temperatura observado ao longo do mês de junho de muito frio.

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(Foto: Ana Paula Wilmsen/OP)

O primeiro dia de julho amanheceu ainda com muito frio, registro de marcas negativas e geada em diferentes pontos do Sul do Brasil, mas esta não será a realidade dos primeiros dez dias do mês. O inverno até agora rigoroso está prestes a entrar em um verdadeiro “recesso” de julho à medida que nesta primeira metade do mês devem predominar dias de temperatura mais alta e acima do que é normal para esta época do ano.

Os mapas mostram as projeções de anomalia de temperatura em 850 hPa (nível de 1500 metros de altitude) para as tardes dos primeiros nove dias do mês de julho, segundo o modelo europeu A temperatura no nível de 850 hPa é um parâmetro usado em Meteorologia para se avaliar quão quente ou fria é uma massa de ar. No caso dos primeiros dez dias deste mês de julho, a tendência é que ar mais quente do que a média vai marcar o período, especialmente entre os dias 4 e 6.

As máximas na tarde de sexta-feira já se elevaram a valores ao redor ou acima de 20ºC em um grande número de municípios do Sul do Brasil e a partir deste fim de semana sobem também as mínimas que por muitos dias pela frente não vão repetir as noites geladas do final de junho e que marcaram ainda grande parte do último mês.

A grande massa de ar seco e mais quente sobre o Brasil vai se intensificar e se expandir nesta primeira metade de julho e seus efeitos passarão a ser sentidos também mais ao Sul do país. Vai se estabelecer um bloqueio atmosférico que será como uma “parede” para as frentes frias e ainda não se antecipa uma massa de ar frio que possa derrubar tão cedo este bloqueio. Com a expansão da massa de ar seco a partir do Norte e sem ar polar vindo do Sul, ar mais quente ingressará no Sul do Brasil trazido por correntes de jato em baixos níveis da atmosfera.

Com efeito, alguns dias da próxima semana serão quentes para os padrões desta época do ano, especialmente entre a Metade Norte gaúcha e o Paraná. Vai esquentar tanto em alguns dias na semana que vem que é possível que algumas cidades do Rio Grande do Sul tenham máximas perto ou na casa dos 30ºC, principalmente no Noroeste. Idêntico cenário se prevê para o Oeste de Santa Catarina e parte do Paraná. Já no Sul do Rio Grande do Sul, maior nebulosidade e chuva frequente inibirão aquecimento mais pronunciado.

A Metade Sul, por conta do bloqueio, deve ter chuva volumosa nos primeiros dez dias de julho com muita instabilidade na próxima semana. Uma vez que a instabilidade terá alimentação de ar quente trazido pelo jato de baixos níveis, em alguns dias haverá o risco de temporais com chuva forte, raios e granizo. Mas até quando vai esse período de temperatura mais alta?

Uma massa de ar frio pode trazer uma queda de temperatura depois do dia 11, conforme os dados de ontem, mas pelos dados não seria intenso. O modelo europeu sinaliza que ao redor da metade de julho poderia haver uma incursão de ar mais gelado com frio mais intenso, mas é um cenário sujeito a mudanças e, no geral, a primeira metade do mês terá predomínio de dias agradáveis ou de temperatura alta.

Com MetSul

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