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Jovem de Itaipulândia estuda energias renováveis na Espanha

calendar_month 2 de outubro de 2013
3 min de leitura
 Arquivo pessoal
O jovem morador de Itaipulândia, no laboratório de Química da Universidade de Jaén, em uma aula prática de destilação 

Mover máquinas que colhem ou produzem riqueza, deslocar veículos que movem pessoas de lugar e fazem tudo acontecer requer energia. Por conta disso, a produção de energias renováveis é de interesse mundial e tem sido foco de muitas pesquisas em diferentes países, incluindo no Brasil. Para isso são necessárias pessoas capacitadas.

Nesse sentido, o programa Ciências sem Fronteiras, do governo federal, tem proporcionado a pelo menos 14 mil acadêmicos desenvolver intercâmbio visando o contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e à inovação.

O mais novo beneficiado pelo programa é o morador de Itaipulândia e estudante do curso de Biocombustíveis da Universidade Federal do Paraná (UFPR), campus de Palotina, Felipe Fernandes Klajn. Ele acaba de voltar da Espanha, onde permaneceu por um ano estudando, tendo todas as despesas pagas pelo governo federal.

Em entrevista à reportagem de O Presente, Felipe contou sobre suas dificuldades, oportunidades e objetivos. O jovem de 22 anos menciona que tem dimensão da responsabilidade que representa o investimento realizado pela União em seus estudos e espera corresponder à expectativa, contribuindo com a sociedade brasileira a partir de pesquisas que pretende desenvolver na sua área de conhecimento.

“O objetivo do programa é levar o aluno para fora para que depois volte e aplique no Brasil os conhecimentos que ele teve, visando o desenvolvimento do país. É o que espero fazer”, garante.

O mais provável após a conclusão da graduação é que o estudante enverede para a área da pesquisa. “Pretendo fazer mestrado e doutorado para poder aplicar os conhecimentos em pesquisas aqui no Brasil”, afirma. Paralelamente, ele ainda gostaria de conseguir um trabalho na sua área. “Seja na área acadêmica ou industrial, acredito que eu iria bem”, supõe.

Diesel verde

Nem mesmo concluiu o curso tecnológico, Felipe já planeja desenvolver pesquisas sobre biogás ou relacionadas a óleo vegetal hidrogenado, conhecido internacionalmente como HVO (Hydrotreated Vegetable Oil), que é considerado um diesel verde (green diesel).

Durante sua estada na Espanha, o estudante observou que existe muito interesse nesse produto e um esforço concentrado de alguns pesquisadores no desenvolvimento dessa tecnologia. “Segundo eles, o HVO, além de ter as vantagens do biodiesel, corrige as desvantagens dele”, compara o estudante, lembrando que o produto envolve novas tecnologias e novos processos.

No período em que o governo federal custeou seus estudos, Felipe conheceu dez países e nove cidades da Espanha. Passou o Natal na França e a virada de ano na Alemanha.

“Além de ampliar meus estudos, o programa me proporcionou um enriquecimento cultural muito grande em viajar para outros países, além do desenvolvimento pessoal, pois tinha que me virar para falar em outros idiomas. Tive algumas dificuldades com passaportes, mas tudo foi uma experiência interessante, já que a todo tempo tinha que tomar decisões e isso faz com que a gente tenha que ser proativo. Valeu à pena a experiência”, encerra Felipe.

 
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