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Maior traficante da América tinha ramificação em Rondon e região

calendar_month 14 de julho de 2010
7 min de leitura

O homem considerado pelas autoridades paraguaias e americanas como o principal traficante de maconha na Am eacute;rica do Sul, segundo informou ontem (14) o delegado Erico Saconato, da Pol iacute;cia Federal (PF) de Gua iacute;ra, estava bem pr oacute;ximo de Marechal C acirc;ndido Rondon, onde foram detidos seus familiares. Carlos Arias Cabral, o L iacute;der Cabral, origin aacute;rio de Capitan Bado (PY), j aacute; havia estado na localidade de Maragant uacute; (PY), em frente ao munic iacute;pio de Pato Bragado, onde seria respons aacute;vel por uma fazenda. Ele, que teria dado o aval para o assassinato de 22 pessoas, em resposta a atentados do grupo de Fernandinho Beira Mar, foi preso na manh atilde; de ontem pela PF de Gua iacute;ra, na Opera ccedil; atilde;o Lideran ccedil;a, que envolveu cerca de 70 agentes.
L iacute;der Cabral foi encontrado em Planalto. ldquo;Tivemos a informa ccedil; atilde;o de que ele (L iacute;der) traria o filho para ser atendido em um hospital em Planalto e fizemos campana. Na cidade, ele teria chegado na ter ccedil;a-feira (13) e estava na casa de um amigo rdquo;, diz Saconato. Segundo o delegado, L iacute;der Cabral estaria disposto a colaborar com autoridades brasileiras com a ldquo;dela ccedil; atilde;o premiada rdquo;.
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V aacute;rias identidades
A grande dificuldade para a pol iacute;cia brasileira em prender o L iacute;der Cabral era identific aacute;-lo e localiz aacute;-lo, pois, al eacute;m da pol iacute;cia brasileira, o mega traficante temia os ldquo;amigos rdquo; que havia feito em Capitan Bado. O L iacute;der Cabral usava diversos documentos e n atilde;o parava. Conforme Saconato, ele atuava em v aacute;rios pontos da fronteira, tendo estado em Capitan Bado, sua cidade, Pedro Juan Caballero (PY), em Marangat uacute; (PY) e, nos uacute;ltimos meses, em Andresito, na Argentina, onde usou o nome de Nicolas Ferreira Duarte. Aos poucos, L iacute;der Cabral foi se relacionando com pessoas de Capanema e Planalto, onde foi detido.

70 policiais cumpriram os mandados em 4 Estados
Al eacute;m do L iacute;der Cabral, os policiais federais, com apoio da For ccedil;a Nacional, estavam ontem com 35 ordens de pris atilde;o e nove de busca e apreens atilde;o a serem cumpridas – boa parte dos mandados eram para pessoas j aacute; presas. Por volta das 14 horas, 15 ordens j aacute; haviam sido cumpridas e a PF de Gua iacute;ra mantinha contato com policiais dos Estados Minas Gerais, Rio de Janeiro e S atilde;o Paulo, onde os mandados deveriam ser cumpridos, para saber do resultado da Opera ccedil; atilde;o Lideran ccedil;a. O balan ccedil;o deve ser divulgado apenas hoje (15).
Entre os presos estavam pessoas de Marechal C acirc;ndido Rondon, Pato Bragado e Santa Helena. Devido agrave; periculosidade do grupo e proximidade com a fronteira, a PF deveria transferir, logo ap oacute;s serem ouvidos, os investigados para o Pres iacute;dio Federal de Catanduvas ou Superintend ecirc;ncia da PF em Curitiba.
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Paran aacute;
Nas cidades paranaenses foram presos membros da quadrilha de Cabral, que cuidavam da parte operacional do esquema. ldquo;Alguns eram respons aacute;veis por buscar a droga no Paraguai, outros por pagar caminhoneiros, falsificar notas de carregamentos para tentar driblar a pol iacute;cia, providenciar compartimentos falsos nos ve iacute;culos, carregar os caminh otilde;es, enfim, toda a log iacute;stica do transporte da droga rdquo;, informou o delegado Eacute;rico Saconato.

Pato Bragado
Conforme o delegado, v aacute;rias pessoas de Pato Bragado seriam, segundo investiga ccedil; atilde;o, familiares e colaboradores de Cabral. Elas s atilde;o suspeitas de auxiliarem no transporte, ldquo;na log iacute;stica de distribui ccedil; atilde;o da droga no territ oacute;rio brasileiro rdquo;, diz o policial.

Policial detido
Entre os presos est aacute; um policial rodovi aacute;rio estadual, identificado como Jair Eichelberger, que atuava na regi atilde;o de Capanema. ldquo;As investiga ccedil; otilde;es apontam que ele seria um dos facilitares da quadrilha para o tr aacute;fico das drogas que passavam pela regi atilde;o. Esse policial receberia propina para facilitar o encaminhamento dos ve iacute;culos com droga rdquo;, relatou Saconato.

32 toneladas de drogas foram apreendidas
As investiga ccedil; otilde;es da Opera ccedil; atilde;o Lideran ccedil;a iniciaram h aacute; um ano, pela PF de Gua iacute;ra, em conjunto com o Grupo de Atua ccedil; atilde;o Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Gua iacute;ra e a Senad. Neste per iacute;odo foram apreendidas 32,3 toneladas de maconha, 50,55 quilos de crack e 51 quilos de coca iacute;na no Paran aacute; e em outros Estados. Pelas informa ccedil; otilde;es obtidas pela pol iacute;cia, Cabral tinha ldquo; iacute;ntima rdquo; liga ccedil; atilde;o com produtores paraguaios de maconha. ldquo;Ele seria respons aacute;vel, principalmente, pela log iacute;stica para a remessa de drogas para o Brasil rdquo;, relatou.
A quadrilha, embora tendo como ldquo;carro-chefe rdquo; a maconha, seria respons aacute;vel por remessas de pasta-base de coca iacute;na e crack. O grupo do L iacute;der Cabral seria respons aacute;vel por grandes remessas de drogas para o Brasil. No ano passado, numa das apreens otilde;es, a PF de Gua iacute;ra tirou de circula ccedil; atilde;o 12,2 toneladas de maconha que seriam de responsabilidade da quadrilha. ldquo;Inicialmente n atilde;o sab iacute;amos que esse traficante seria o L iacute;der Cabral. Posteriormente, descobrimos que se tratava de Cabral e repassamos a informa ccedil; atilde;o para a Justi ccedil;a Federal de Toledo, que internacionalizou o delito rdquo;, informou o delegado.

L iacute;der Cabral teria expulsado grupo de Beira Mar da fronteira
L iacute;der Cabral teria uma ldquo;inimizade capital rdquo; com Fernandinho Beira Mar. Segundo informa ccedil; otilde;es obtidas pela PF, a partir de 1995 o L iacute;der teria se tornado um dos maiores traficantes na regi atilde;o de Capitan Bado, na fronteira seca com a cidade sul-mato-grossense de Coronel Sapucaia. Conforme o delegado Erico Saconato, da PF de Gua iacute;ra, a Secretaria Nacional AntiDrogas (Senad) do Paraguai informou que em 09 de janeiro de 2002 o traficante Fernandinho Beira Mar teria enviado um grupo de cerca de 25 homens armados para Capitan Bado, na fortaleza do L iacute;der Cabral, para que ele fosse morto, numa disputa pelo controle do tr aacute;fico. ldquo;Nesse tiroteio houve a morte de nove pessoas, inclusive a esposa e um filho de tr ecirc;s anos do L iacute;der. Posteriormente, o L iacute;der, que escapou do atentando pulando o muro de sua casa, iniciou uma rea ccedil; atilde;o contra o grupo de Beira Mar, resultando, segundo autoridades paraguaias, no assassinato de 22 integrantes da quadrilha de Beira Mar rdquo;, informou o delegado.
Nesta disputa, Beira-Mar teria sido expulso do Paraguai, e o L iacute;der Cabral se tornou o principal articulador do tr aacute;fico de maconha na Am eacute;rica.

Expandindo o com eacute;rcio
De acordo com as investiga ccedil; otilde;es, buscando diversificar sua aacute;rea de atua ccedil; atilde;o, Cabral se aliou ao paraguaio Juan Carlos Portillo, o Carlos Pedro Juan, um dos principais fornecedores de pasta-base de coca iacute;na, maconha e armas do Paraguai, que atua principalmente em Cidade de Leste (PY). Carlos Pedro Juan e L iacute;der Cabral, segundo investiga ccedil; atilde;o, planejavam matar Jorge Samudio, secret aacute;rio de Carlos Ruben Sanchez, o Chicaro, outro traficante paraguaio.
Carlos Pedro Juan pretendia matar Jorge Samudio, em Pedro Juan Caballero, j aacute; que o concorrente teria invadido seu territ oacute;rio, atrapalhando seus neg oacute;cios. A quadrilha de Cabral ainda estaria planejando matar o traficante Carlos Antonio Caballero, o ldquo;Capilo rdquo; ou ldquo;Embaixador rdquo;. Ele seria um dos l iacute;deres do Primeiro Comando da Capital (PCC) do Brasil no Paraguai, e estaria se intrometendo nos neg oacute;cios da quadrilha do L iacute;der Cabral. A pol iacute;cia agora trabalha para prender esses criminosos para que eles n atilde;o assumam o lugar de Cabral.
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Senador
Carlos Ant ocirc;nio Caballero ainda teria liga ccedil; atilde;o com o atentado ocorrido em maio contra o senador paraguaio Roberto Accevedo, que combate o narcotr aacute;fico no pa iacute;s. Ele teria feito o pagamento para que o senador e o L iacute;der Cabral fossem mortos. ldquo;Ele (Cabral) seria mais uma v iacute;tima de um outro grupo de traficantes que tinha interesse na morte do senador, por estarem brigando pela mesma aacute;rea de atua ccedil; atilde;o no Paraguai rdquo;, informou o delegado.

Rela ccedil; atilde;o das pessoas detidas que ficaram em Gua iacute;ra nbsp; nbsp;
An iacute;zio Grimardi Morette
Edson Edgar Cabral Garcia
Elio Ramon Arias Cabral
Erico Adam Cabral Arias
Jo atilde;o Batista Oz oacute;rio
Jo atilde;o Carlos Szczuk
Marcio Eder Cabral Garcia
Marcos Ribeiro
Luiz Zanatta
Nicolas Ferreira Duarte
Jair Eichelberger

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