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Médicos aderem à paralisação em diferentes cidades

Bruna Diegoli
Durante a tarde, médicos de Curitiba se dividem em grupos para informar a população sobre os motivos da paralisação

Pelo menos 50% dos médicos do Paraná paralisaram as atividades em todo o estado nesta terça-feira (30) seguindo o calendário de paralisações programado pelas entidades médicas nacionais, de acordo com o Sindicato dos Médicos no Estado do Paraná. O Conselho Regional de Medicina do Estado do Paraná (CRM-PR) garantiu que um “número representativo” de médicos aderiu à greve, porém, não soube precisar quantos profissionais paralisaram as atividades nesta terça.

Centenas de médicos se reuniram na Praça Rui Barbosa, no Centro de Curitiba, por volta das 11 horas, e seguiram para a Boca Maldita, também no Centro, para protestar. Durante a tarde, eles se dividiram em grupos para percorrer praças e hospitais da cidade para conscientizar a população sobre as reivindicações da classe, segundo o CRM-PR.

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Às 15 horas, a Polícia Militar (PM) informou que cerca de 600 pessoas participaram da manifestação na capital do estado pela manhã. Os médicos pedem pela derrubada dos vetos à regulamentação das competências médicas (Lei do Ato Médico) e da MP 62, que institui o programa Mais Médicos, e por mais investimentos do governo na saúde – defendidos pelo projeto Saúde +10.

Melhores condições de trabalho e criação de plano de carreira para os médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) também estão entre as reivindicações da categoria. A paralisação desta terça-feira prevê atos em 16 cidades paranaenses, como Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa e Toledo.

Os médicos que participarem do ato devem coletar assinaturas para um abaixo-assinado, contra as medidas que eles consideram prejudiciais aos pacientes. No geral, atendimentos de urgência e emergência são realizados normalmente.

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