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Geral

Mesmo antigo, fogão à lenha tem a preferência de muitos

calendar_month 19 de julho de 2010
4 min de leitura

O passado, o presente e possivelmente o futuro se encontrar atilde;o em torno de um fog atilde;o agrave; lenha. Mesmo sendo um aparelho considerado antigo, j aacute; superado em efici ecirc;ncia por vers otilde;es mais modernas como a g aacute;s, el eacute;trico e de micro-ondas, o fog atilde;o agrave; lenha continua tendo um p uacute;blico fiel de todas as idades. Quem usa garante que n atilde;o h aacute; nada melhor para se aquecer no inverno.
At eacute; os 42 anos, a rondonense Catarina Iurkiv Gomes, esposa de Levi Martins Gomes, nunca teve um fog atilde;o a g aacute;s. Mesmo contando com as vers otilde;es mais modernas em sua casa, hoje, aos 76 anos, ela volta a cozinhar no fog atilde;o agrave; lenha nos dias frios como os uacute;ltimos.
O fog atilde;o eacute; o companheiro do casal durante cada jornada de baixas temperaturas. ldquo;Uma das primeiras coisas que fa ccedil;o quando acordo eacute; acender o forno agrave; lenha rdquo;, conta.
Ele serve como aquecedor, mantendo a temperatura mais alta no interior da resid ecirc;ncia do casal, que mora na cidade. ldquo;Al eacute;m disso, a comida no fog atilde;o agrave; lenha eacute; muito melhor do que a feita no outro fog atilde;o rdquo;, opina Levi.
Por deixar o ambiente da casa mais agrad aacute;vel do que o externo, o forno acaba sendo usado durante o dia todo. ldquo;Ficamos ao redor dele, tomando chimarr atilde;o e a aacute;gua est aacute; sempre quente rdquo;, contam.
Filhos, netos e visitas do casal tamb eacute;m costumam fazer quest atilde;o de usufruir o calor que o forno libera. O fog atilde;o que usam j aacute; tem cerca de 40 anos, mas n atilde;o existe previs atilde;o de ser descartado. ldquo;Ele est aacute; em bom estado e vamos us aacute;-lo sempre rdquo;, garante Catarina.
Al eacute;m da utilidade, para ambos usar o fog atilde;o antigo ainda tem um valor especial, por fazer parte da sua hist oacute;ria. ldquo;Quando ou ccedil;o os estalos da lenha queimando, lembro da minha inf acirc;ncia, de quando meu pai mantinha o fogo aceso para dormirmos aquecidos rdquo;, rememora Levi. O mesmo ocorre com Catarina, cujo pai tinha serraria.

Origens
A lembran ccedil;a de bons momentos vividos em torno do fog atilde;o agrave; lenha tamb eacute;m eacute; uma realidade para pessoas mais novas como Fabiane Smozinski Schlickmann, 31 anos, e o esposo Fabiano. Moradores da cidade, eles j aacute; moraram no campo e t ecirc;m no fog atilde;o agrave; lenha o clima r uacute;stico que remete agrave; inf acirc;ncia. ldquo;No inverno sempre usamos, tomamos chimarr atilde;o e agrave;s vezes fazemos janta rdquo;, conta ela. O aparelho usado era dos pais dele, mas Fabiane garante que gostam tanto que pretendem n atilde;o ficar sem. ldquo;Quando tivermos a nossa casa pr oacute;pria, vamos querer comprar tamb eacute;m um forno agrave; lenha. Gostamos muito do que ele nos proporciona, uma comida bem caseira e a lembran ccedil;a das nossas origens rdquo;, afirma, lembrando-se dos pais e dos av oacute;s.
Para ela, o fog atilde;o agrave; lenha eacute; uma tradi ccedil; atilde;o da fam iacute;lia. ldquo;Faz parte da nossa cultura e queremos mant ecirc;-la rdquo;, diz.

Vendas
Quem sup otilde;e que trata-se de um produto em desuso se engana, informa o gerente da Loja da Cercar, Jos eacute; G ouml;etz.
Conforme o comerciante, ele tem ampla procura na empresa durante o inverno. O movimento de vendas j aacute; inicia em maio e segue ao longo da esta ccedil; atilde;o mais fria do ano. ldquo;Chegamos a vender entre 60 e 70 unidades durante o inverno rdquo;, menciona.
A procura tem sido tamanha que a loja chegou a ficar um per iacute;odo sem o produto. ldquo;A demanda tem sido grande. Ficamos alguns dias sem, mas quando veio a mercadoria foi vendido praticamente tudo rdquo;, salienta. Como a produ ccedil; atilde;o de fornos eacute; artesanal, eacute; necess aacute;rio fazer encomenda com anteced ecirc;ncia.
O perfil do comprador, de acordo com G ouml;etz, eacute; de fam iacute;-lias moradoras da aacute;rea rural e que j aacute; tinham forno, sendo que optaram em trocar por um novo. ldquo;Em torno de 95% s atilde;o moradores do interior e somente 5% da cidade rdquo;, estima.
Entre as op ccedil; otilde;es existentes no mercado, ele menciona os de barro e tijolo e ainda os de ferro. Os pre ccedil;os variam entre R$ 150 a mais de R$ 1 mil. ldquo;Os mais caros s atilde;o os de ferro, por eacute;m, oferecem maior durabilidade que os outros rdquo;, garante.

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