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Ministro da Educação é recebido com protesto de grevistas

calendar_month 17 de agosto de 2011
3 min de leitura

O ministro da Educação Fernando Haddad foi recebido em Curitiba nesta quarta-feira (17) com um protesto organizado por trabalhadores da educação superior, professores universitários e municipais, além de estudantes. Os integrantes do movimento pediam, entre outras coisas, a aprovação da aplicação de 10% do PIB na educação, a contratação de mais profissionais e recomposição salarial das categorias.

O ministro veio ao Paraná para participar da abertura do SalaMundo, evento organizado pela Prefeitura de Curitiba e pelo Grupo Positivo para discutir o futuro da educação brasileira. Também participaram do evento o governador Beto Richa e o prefeito Luciano Ducci, que deixaram o local sem falar com a imprensa, sob alegação de que teriam outro compromisso agendado – a inauguração de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) no Sítio Cercado.

Engrossaram a manifestação os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que estão em greve desde o dia 15 de junho. Já os professores federais aprovaram greve a partir do próximo dia 19, o que irá adiar o reinício das aulas na UFPR.

Haddad afirmou que lamenta a decisão de greve dos profissionais. Segundo ele, a iniciativa de deixar a negociação partiu dos sindicatos. “Eu estava convicto de que o diálogo iria produzir um efeito concreto, mas nessas circunstâncias ficou mais difícil dialogar”, disse.

O ministro disse que chegou a receber os manifestantes na semana passada e que a pasta está subsidiando o Ministério do Planejamento – responsável pela negociação salarial com as categorias – com informações para resolver o impasse. “O nosso interesse é preservar o que tem de mais precioso na universidade, que é o seu ativo acadêmico em pleno funcionamento”, declarou.

Haddad também negou que os professores brasileiros estejam sobrecarregados. Segundo o ministro, o Brasil teria 13 alunos por professor, que seria uma média menor que a de países da Europa, que teriam 17 alunos por professor. “Se eles têm 17, 18, 19 alunos por professor, nós com 13 não podemos estar nos queixando disso, sem prejuízo das outras justas reivindicações, não entrando neste mérito”, ponderou.

Segundo a diretora de imprensa da Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR), Melissa Rodrigues de Almeida, a expansão de vagas na universidade realmente ocorreu, mas não há estrutura física e profissionais para garantir a qualidade de ensino.

“Foi feita uma expansão da universidade pública com a abertura de novas vagas, porém sem a infraestrutura necessária para isto. Então a contratação de professores e técnicos não corresponde às necessidades atuais e a estrutura física das universidades de laboratórios, salas de aula de condições de trabalho estão bastante precárias”, disse a diretora, uma das organizadoras da manifestação. (Paraná On Line)

 
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