O Minist eacute;rio P uacute;blico do Paran aacute; protocolou ontem (23) a ccedil; atilde;o cautelar de indisponibilidade de bens contra os ex-diretores da Assembleia Legislativa do Paran aacute;, Abib Miguel, Jos eacute; Ary Nassiff e Cl aacute;udio Marques da Silva, e contra Jo atilde;o Leal de Matos, parente das agricultoras Jermina Maria Leal da Silva e Vanilda Leal.
A fim de garantir a repara ccedil; atilde;o de preju iacute;zos causados ao er aacute;rio, esta eacute; a primeira medida de natureza judicial proposta pelo MP-PR ap oacute;s a s eacute;rie de den uacute;ncias veiculadas pela imprensa. A cautelar visa indisponibilizar, solidariamente, valor total de R$ 23 milh otilde;es, para que seja garantido, em caso de condena ccedil; atilde;o futura, o ressarcimento aos cofres p uacute;blicos do preju iacute;zo causado pela contrata ccedil; atilde;o irregular pela Assembleia Legislativa das agricultoras, para cargos comissionados, bem como arcar com a multa civil decorrente de poss iacute;vel condena ccedil; atilde;o.
As investiga ccedil; otilde;es que est atilde;o sendo feitas pela Promotoria de Prote ccedil; atilde;o ao Patrim ocirc;nio P uacute;blico apontam poss iacute;vel envolvimento de Jo atilde;o Leal de Matos, irm atilde;o e tio, respectivamente, de Jermina e Vanilda, na viabiliza ccedil; atilde;o de documentos e outras medidas para que as duas passassem a integrar a lista de servidores da Assembleia. Matos eacute; servidor efetivo da Casa Legislativa, embora n atilde;o tenha prestado concurso p uacute;blico, estando lotado na Diretoria Geral.
Di aacute;rios
Na quinta-feira (22) a Assembleia entregou ao Minist eacute;rio P uacute;blico os di aacute;rios oficiais que haviam sido solicitados. A Promotoria requisitou todas as publica ccedil; otilde;es feitas de 1994 at eacute; 2010. Foram entregues cerca de 3.080 di aacute;rios, com data at eacute; 14 de abril de 2010, entre edi ccedil; otilde;es numeradas, avulsas, especiais e solenes. Todos os n uacute;meros est atilde;o sendo analisados, individualmente, por um grupo de nove auditores do MP-PR.