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“Não queremos que o vereador Guido Herpich saia do PSDB”

calendar_month 30 de agosto de 2011
4 min de leitura

Com a confirmação dos nomes que compõem a nova comissão provisória do PSDB em Marechal Cândido Rondon, já que o diretório havia sido dissolvido há cerca de dois anos pela executiva estadual, as lideranças tucanas devem dar um novo rumo à agremiação. O objetivo é promover uma oxigenação e ao mesmo tempo um fortalecimento do partido. A informação é do novo presidente, Dante Roque Tonezer.
Afastado da política rondonense há aproximadamente três anos, ele retorna ao meio para conduzir o PSDB nas eleições municipais de 2012, cuja orientação da executiva estadual é para que a sigla tenha no município bons nomes para que sejam futuros candidatos a prefeito e vereadores. Neste contexto, ele ainda avalia a possibilidade de concorrer ao pleito. “Assumimos a presidência do partido depois de uma reflexão muito grande. Estou há mais de 15 anos no PSDB e sempre tive o sonho de ter um partido forte no município e voltado à social democracia. Este sempre foi um sonho meu e de vários filiados e acredito também que de muitos rondonenses”, declarou ontem (29) à reportagem de O Presente.

 De acordo com Dante, o próximo passo será reunir a diretoria do PSDB para dar início aos preparativos para as eleições, bem como realizar novas filiações. “Os que já estão no partido são fiéis soldados e todos terão espaço para várias metas e objetivos. Vamos traçar o nosso foco a partir de um planejamento estratégico e de uma forma diferente de se fazer política. Neste processo teremos ao nosso lado o governador Beto Richa, que está sendo um gestor exemplar no Brasil e no país afora. Ele está dando um choque de gestão e este é o princípio e sonho das pessoas que gostam de política, de seus municípios, de seus projetos e suas propostas”, afirma.
Ao ser perguntado sobre qual posicionamento o PSDB assumirá em Marechal Rondon, se será aliado ao atual governo municipal ou fará oposição, o novo presidente relembra da eleição para o Governo do Estado do ano passado, quando o prefeito Moacir Froehlich (PMDB) apoiou o então candidato a governador Osmar Dias (PDT). “Na última eleição para o Governo do Estado o atual mandatário municipal esteve engajado ferreamente na campanha do candidato Osmar Dias, enquanto nós abraçamos a campanha do Beto Richa. Acredito que houve um divisor naquela campanha, pois estávamos em lados contrários. A democracia é feita para isso, é desta forma e precisamos respeitá-la. Realmente precisamos tomar algumas decisões, mas não farei isso sozinho. Consultaremos um conjunto de lideranças da executiva municipal, filiados e lideranças estaduais que são do PSDB, e não de outra sigla partidária. Eu vou cuidar do PSDB e os outros partidos têm seus presidentes, suas diretrizes, os seus estatutos, normas, suas formas de gerenciar e governar”, responde.

Racha?
Ao saber da decisão da executiva estadual pela escolha do nome de Dante Tonezer para a presidência do partido no município, na última sexta-feira (26), o vereador Guido Herpich (PSDB), que também pleiteava o cargo, anunciou em entrevista a este diário que deixaria as fileiras da agremiação. Sobre o assunto, o novo dirigente partidário acredita que as declarações não refletem necessariamente o desejo do edil em deixar o PSDB. “Penso que a manifestação ocorreu em um momento de explosão, mas nós pedimos a permanência dele, porque ele foi eleito pelo PSDB. Desde que respeitados o estatuto e as diretrizes do partido em nível nacional, estadual e municipal, todos os filiados podem permanecer e participar do processo de elaboração de programas e projetos viáveis para Marechal Cândido Rondon”, afirma. “Essa é a nossa posição e nossa postura, de forma democrática, transparente e diferente de fazer política. Contudo, compete a cada um a tomada de decisões, mas no momento nossa posição é essa: desde que respeitadas as decisões nacional, estadual e municipal, todos têm espaço aberto dentro do PSDB”, acrescenta.

Infidelidade partidária
Conforme Dante, o vereador pode tomar sua decisão individual e particular para pedir a desfiliação do PSDB, mas ele reitera que este não é o desejo da comissão provisória. “Queremos que ele permaneça, assim como todos os outros filiados. Eles vão somar com mais lideranças e com pessoas estratégicas”, salienta.
Questionado se em se confirmando a saída de Guido, o partido pretende tentar reaver o mandato do edil – neste caso quem assumiria a cadeira no Legislativo é o primeiro suplente da coligação, ex-vereador Pedro Rauber (DEM) -, o tucano menciona que soube da declaração dele sobre a possível desfiliação apenas pela imprensa. “Volto a frisar que ninguém está pedindo para o Guido sair do PSDB. Queremos que ele permaneça no partido, preste serviço para o partido, defenda o estatuto e as diretrizes do PSDB. O diálogo sempre esteve aberto e nunca me frustrei em conversar”, enfatiza.

 
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