Representantes da Comissão Nacional de Saúde Suplementar anunciaram ontem (20), em Brasília, que vão paralisar os atendimentos de consultas médicas e cirurgias eletivas de operadoras de planos de saúde em 24 unidades da federação nesta quarta-feira (21).
O atendimento de urgência será feito normalmente, de acordo a comissão, que é formada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), pela Associação Médica Brasileira (AMB) e da Federação Nacional de Médicos (Fenam).
Apenas Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte não aderiram à paralisação.
No Paraná e mais oito estados, o atendimento a todos os planos será suspenso. No Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Tocantins. Nos demais estados, o boicote dos médicos será a apenas alguns planos de saúde
Enquanto a paralisação vai ocorrer somente na quarta-feira (21) na maioria das unidades da federação, na Bahia, o boicote aos planos vai durar sete dias. Em São Paulo, a paralisação do atendimento começou no dia 1º de setembro em sistema de rodízio entre planos de saúde e vai até o dia 30.
A Comissão Nacional de Saúde Suplementar calcula que há 1.044 operadoras de saúde suplementar em funcionamento do Brasil. Mais de 46 milhões de brasileiros têm planos de saúde no país. Aproximadamente 150 mil dos 347 mil médicos registrados no Conselho Federal de Medicina atendem usuários de planos de saúde.
A principal reivindicação dos médicos é o reajuste no valor pago pelas consultas. De acordo com o presidente da Associação Médica Brasileira, Florentino Cardoso, a média nacional paga pelos planos de saúde aos médicos é de R$ 40 por consulta. Eles querem ao menos R$ 60 por consulta. Segundo ele, o maior valor pago é R$ 80; o menor, R$ 15. (G1)