O Presente
Geral

Nova ponte em Foz do Iguaçu provoca protestos

calendar_month 19 de janeiro de 2010
4 min de leitura
Local da nova ponte: marco das Três Fronteiras é ponto turístico da região (Foto: Christian Rizzi/Gazeta do Povo)

Em Foz do Igua ccedil;u, empres aacute;rios e lideran ccedil;as comunit aacute;rias est atilde;o preocupados com a possibilidade de se tornarem vizinhos da nova ponte Brasil-Paraguai, prevista para ser constru iacute;da no bairro Porto Meira, perto do Marco das Tr ecirc;s Fronteiras. De acordo com os moradores, a obra – que vai ligar Foz do Igua ccedil;u, no Brasil, a Presidente Franco, no Paraguai – ser aacute; um problema.
Para o arquiteto Nilso Rafagnin, um dos organizadores do movimento, o local definido para a nova ponte tem alto potencial tur iacute;stico e a obra, al eacute;m de minimizar esse potencial, causaria um impacto ambiental irrevers iacute;vel. ldquo;O Marco das Tr ecirc;s Fronteiras eacute; o nosso patrim ocirc;nio. As autoridades t ecirc;m de levar isso em considera ccedil; atilde;o rdquo;.
Outro argumento para justificar o rep uacute;dio eacute; referente agrave; quest atilde;o econ ocirc;mica. ldquo;A popula ccedil; atilde;o do Porto Meira n atilde;o vai trabalhar na obra e ainda vai assumir todo o ocirc;nus quando ela estiver finalizada, j aacute; que o tr aacute;fego de caminh otilde;es ser aacute; todo desviado para l aacute; rdquo;, diz Rafagnin. Como op ccedil; atilde;o para a segunda ponte, ele e outros empres aacute;rios defendem outro projeto. ldquo;A nossa proposta eacute; criar naquela regi atilde;o tr ecirc;s parques ambientais, um em cada pa iacute;s. Seria um complexo de turismo. O transporte de um pa iacute;s para outro poderia ser feito via telef eacute;rico. Para os carros, a solu ccedil; atilde;o seria um anel vi aacute;rio trinacional, em outro local rdquo;.

Dnit
De acordo com o supervisor local do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), engenheiro Vicente Ver iacute;ssimo J uacute;nior, eacute; quase imposs iacute;vel que o projeto pare. ldquo;H aacute; 20 anos o projeto da ponte eacute; debatido. Agora que est aacute; andando, querem protestar contra a obra. Por que n atilde;o fizeram isso antes? rdquo;, questiona.
Segundo o oacute;rg atilde;o federal, a regi atilde;o do Marco das Tr ecirc;s Fronteiras foi escolhida porque, al eacute;m da ponte, est aacute; prevista a constru ccedil; atilde;o da Perimetral Leste, via de quase 15 quil ocirc;metros por onde ser aacute; desviado o tr aacute;fego de ve iacute;culos pesados do centro da cidade, desde a fronteira com a Argentina at eacute; a BR-277, j aacute; na sa iacute;da para Cascavel. ldquo;Essa nova via vai desafogar o tr acirc;nsito no centro da cidade e na regi atilde;o da ponte rdquo;, diz Ver iacute;ssimo.
Sobre o impacto ambiental e tur iacute;stico, questionado pelos empres aacute;rios, o engenheiro ressalta que em 2005 um estudo encomendado pelo Dnit n atilde;o apontou qualquer impedimento ambiental e que a segunda ponte, assim como a Ponte da Amizade, tamb eacute;m ser aacute; um atrativo tur iacute;stico.
O chefe do Instituto Ambiental do Paran aacute; em Foz do Igua ccedil;u, Irineu Ribeiro, diz que o Porto Meira eacute; o local perfeito para a constru ccedil; atilde;o da nova ponte. ldquo;A constru ccedil; atilde;o da nova ponte trar aacute; maior inclus atilde;o social e desenvolvimento para a regi atilde;o; e do ponto de vista t eacute;cnico, n atilde;o haver aacute; possibilidade alguma de transfer ecirc;ncia locacional da edifica ccedil; atilde;o da segunda ponte rdquo;.
Or ccedil;ada em R$ 200 milh otilde;es, a segunda ponte Brasil-Paraguai ter aacute; 720 metros de comprimento e ser aacute; estaiada, suspensa por cabos. Constru iacute;da com recursos do Programa de Acelera ccedil; atilde;o do Crescimento, a previs atilde;o eacute; que ela fique pronta nos primeiros meses de 2012.

Ponte da Amizade
O Dnit recome ccedil;ou o trabalho de reparo e substitui ccedil; atilde;o das grades de prote ccedil; atilde;o nas passarelas da Ponte da Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai. O servi ccedil;o, realizado por uma empresa terceirizada, teve in iacute;cio em dezembro e ser aacute; encerrado em fevereiro. H aacute; sete anos as grades n atilde;o recebiam manuten ccedil; atilde;o.
De acordo com informa ccedil; otilde;es do Dnit, as grades ser atilde;o fixadas por toda a extens atilde;o da ponte, somando 560 metros nos dois sentidos. O engenheiro Vicente Ver iacute;ssimo explica que as grades, al eacute;m de sofrerem com a a ccedil; atilde;o do tempo, tamb eacute;m s atilde;o alvo de v acirc;ndalos e de contrabandistas. Ao todo, R$ 276 mil ser atilde;o gastos com a recoloca ccedil; atilde;o. As grades da cabeceira da ponte, usadas para evitar o contrabando, n atilde;o ser atilde;o reparadas.

 
Compartilhe esta notícia:

Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência aos seus visitantes. Ao continuar, você concorda com o uso dessas informações para exibição de anúncios personalizados conforme os seus interesses.
Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência aos seus visitantes. Ao continuar, você concorda com o uso dessas informações para exibição de anúncios personalizados conforme os seus interesses.