| Maria Cristina Kunzler |
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| Diretores do Jornal O Presente, Arno Kunzler e Paulo Rodrigo Coppetti, com o presidente do Asilo Lar Rosas Unidas, Enoir Primon (ao centro): rifas darão direito a concorrer a vale-compras |
Ao longo de seus quase 20 anos de história, o Jornal O Presente tem pautado seu trabalho em projetos voltados a causas sociais. Foram várias iniciativas neste sentido, como campanhas de trânsito, combate a drogas, meio ambiente e desenvolvimento sustentável, acessibilidade e até mesmo ações destinadas a famílias carentes dos municípios onde este diário é órgão oficial. Para comemorar as duas décadas de fundação da Editora O Presente Ltda, completadas no próximo dia 29, a empresa lança mais um projeto, desta vez voltado a uma entidade do município que tem uma importante contribuição para pessoas que, muitas vezes, são esquecidas pela sociedade. Trata-se da campanha para arrecadar recursos e fortalecer as finanças do Asilo Lar Rosas Unidas.
A ação vai acontecer no sábado (20), durante todo o dia, e vai envolver funcionários e ex-funcionários deste diário, conforme explica o diretor Arno Kunzler. A atividade vai consistir na organização de uma campanha através da venda de rifas a R$ 10 cada número. A compra da rifa dará direito a concorrer ao sorteio de cinco vale-compras de R$ 150 cada, os quais poderão ser utilizados nos supermercados parceiros do projeto. O valor integral que for arrecadado será repassado para o Asilo Lar Rosas Unidas, afirma. Segundo ele, os prêmios serão patrocinados por O Presente, assim como toda logística da campanha será desenvolvida pela empresa.
De acordo com o diretor, a ideia de promover uma ação voltada ao asilo surgiu após contato com o presidente da entidade, Enoir Primon, que manifestou a necessidade de que o Lar Rosas Unidas precisa constantemente de apoio da comunidade para que consiga manter-se ativo e atenda com dignidade às pessoas que precisam de auxílio e estão internadas. Neste sentido, vamos fazer no sábado um dia de arrecadação em prol do asilo. Sabemos que constantemente o asilo é surpreendido com novas demandas e novas despesas, que muitas vezes não estavam previstas em seu dia a dia, e que qualquer quantidade em dinheiro é sempre muito bem-vinda. Queremos, desta forma, marcar os 20 anos de existência da Editora O Presente e envolver no sábado todas as pessoas que já passaram pela empresa ou que trabalham conosco no sentido de nortearmos o nosso dia de trabalho para uma boa causa social, declara.
Iniciativa bem avaliada
O presidente do Asilo Lar Rosas Unidas, Enoir Primon, avalia como importante o trabalho e o auxílio que o Jornal O Presente está prestando à entidade, já que atualmente as despesas são maiores do que a arrecadação para manter a estrutura e bem atender aos idosos. Para não prejudicar o atendimento, frequentemente são realizadas promoções como eventos festivos para auxiliar financeiramente o asilo. Hoje atendemos 24 idosos e contamos com 13 funcionários. Sempre existe a necessidade da comunidade e entidades ajudarem a contribuir na manutenção do asilo, declara.
Além de oferecer um local de hospedagem e alimentação, o asilo também dispõe de todo o atendimento necessário para o idoso. A estrutura conta com assistente social e psicóloga, e convênios permitem atendimento médico-hospitalar e odontológico para as 24 pessoas internadas. Hoje o idoso que está no asilo tem todo o atendimento necessário para o bem-estar do mesmo, resume Primon.
A diretoria está desenvolvendo um trabalho de ampliação da estrutura para futuramente conseguir disponibilizar mais vagas. Contudo, o presidente salienta que a maior preocupação não é só ampliar o atendimento para mais pessoas, mas, acima de tudo, oferecer condições dignas para os que são atendidos.
Lista de espera
Segundo Primon, devido à grande demanda, existe uma lista de espera de pessoas que buscam vagas no asilo. Ele revela que se houvesse 50 vagas, todas seriam facilmente preenchidas. Entretanto, o rondonense menciona que existem algumas regras para que a entidade aceite o idoso. A primeira delas é que a pessoa precisa ter mais de 60 anos e a família deve ser carente e não ter condições financeiras em manter o idoso em casa. Com isso realizamos uma visita e avaliamos porque o idoso ou a família busca a vaga no asilo. A procura para colocar um idoso no asilo ainda é grande dentro de Marechal Cândido Rondon, salienta.
Carência
Mais do que a dificuldade financeira, um dos grandes problemas constatados pela diretoria do asilo é a dificuldade de relacionamento entre o idoso e sua família, que resulta na carência. Muitas vezes o idoso fica abandonado em sua casa. No asilo dispomos de assistente social e psicóloga, além de contarmos com um quadro de funcionários muito capacitado para atender os idosos. Enquanto em suas casas eles ficam muitas vezes sozinhos, no asilo eles encontram a possibilidade de interagir com outros idosos, aponta.