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Orlando Pessuti se diz pronto para assumir o governo

Depois de 20 anos de mandatos na Assembleia Legislativa e 32 vezes como governador interino, o vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) est aacute; pronto para assumir o governo em abril de 2010. nbsp; E tamb eacute;m trava uma batalha feroz, internamente, no PMDB, para conseguir ser candidato agrave; sucess atilde;o do governador Roberto Requi atilde;o.
Pessuti diz estar convicto que, em abril de 2010, assumir aacute; o governo, at eacute; porque o governador Requi atilde;o tem todo um projeto pol iacute;tico tra ccedil;ado em rela ccedil; atilde;o agrave; disputa como presidente da Rep uacute;blica ou ent atilde;o como senador. ldquo;Ent atilde;o, n atilde;o vejo que possa haver qualquer contratempo rdquo;, acredita.
Sobre estar agrave; frente do comando do Paran aacute;, o vice relata que o que pode dizer no momento eacute; que aqueles que, por livre iniciativa, quiserem deixar o governo, ser atilde;o substitu iacute;dos. ldquo;Os demais, s oacute; vou fazer uma avalia ccedil; atilde;o a partir de abril rdquo;, declarou.
No que tange agrave; lideran ccedil;a do governo na Assembleia Legislativa, Pessuti menciona que a bancada eacute; que escolhe. ldquo;Quanto agrave; lideran ccedil;a do governo, devo ter uma conversa com a bancada de apoio, para juntos, definirmos essa quest atilde;o rdquo;, comenta.

Altos e baixos
Quanto a sua rela ccedil; atilde;o de altos e baixos com Requi atilde;o, o vice responde: ldquo;Entendo que melhoraram. Mesmo que vez ou outra a gente possa ter algum tipo de atrito, de diverg ecirc;ncia. Mas, hoje, eu tenho uma condi ccedil; atilde;o de di aacute;logo, de conversa ccedil; atilde;o com ele, muito mais franca, muito mais aprofundada. Quando comecei na condi ccedil; atilde;o de vice do Requi atilde;o, tinha uma rela ccedil; atilde;o superficial com ele, mesmo tendo sido l iacute;der do governo dele em 91 e 92 e presidente da Assembleia, em 93 e 94. Prosperou para melhor nosso relacionamento, embora ainda tenhamos diverg ecirc;ncias.
Questionado sobre quais s atilde;o essas diverg ecirc;ncias, ele diz que eacute; no estilo de fazer pol iacute;tica. ldquo;O nosso estilo eacute; diferente do dele. Ele cobra que eu perco muito tempo com coisas menores, e que como candidato a governador deveria estar preocupado e ocupado com temas maiores. Mas eu tenho dito a ele que, na sequ ecirc;ncia das coisas, isso naturalmente vai acabar acontecendo.

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Estilo pessoal
Ao comentar a cr iacute;tica que alguns peemedebistas fazem de que perde um tempo enorme com ldquo;festinhas do interior rdquo;, Pessuti eacute; enf aacute;tico: ldquo;Onde for poss iacute;vel ir, eu vou. Eacute; meu estilo. Eu fa ccedil;o pol iacute;tica, talvez, at eacute; mais no contato pessoal do que na pr oacute;pria m iacute;dia. Mas eacute; l oacute;gico que, a partir do momento em que estiver numa campanha majorit aacute;ria, terei que fazer alguns ajustes. Hoje me re uacute;no com o presidente da Rep uacute;blica e me re uacute;no com vereadores tamb eacute;m. N oacute;s temos desenvolvido nossa a ccedil; atilde;o de acordo com a necessidade. Hoje eu n atilde;o posso ocupar um espa ccedil;o que eacute; do governador Requi atilde;o. H aacute; coisas que s oacute; cabe ao governador fazer e eu n atilde;o vou disputar espa ccedil;o com ele rdquo;.
Perguntado sobre o tipo de mudan ccedil;a que a popula ccedil; atilde;o no Paran aacute; pode esperar no seu governo, o peemedebista diz que diferencial eacute; que estar aacute; numa condi ccedil; atilde;o mais pr oacute;xima do conjunto da sociedade. ldquo;Eu vou continuar, mesmo com as mudan ccedil;as que eu possa adotar no meu estilo, mas eu nunca deixarei de ter este contato pessoal, de estar permanentemente reunindo as pessoas, as lideran ccedil;as e de estar visitando o interior. Agora, governo, acredito que pouca coisa seja necess aacute;rio mudar. Afinal de contas, este governo que a iacute; est aacute; eu ajudei a construir, participei da elabora ccedil; atilde;o das propostas, e eacute; um governo que tem 70%, 80% de aprova ccedil; atilde;o. A quest atilde;o da execu ccedil; atilde;o administrativa, das pol iacute;ticas p uacute;blicas governamentais, poucas coisas ser atilde;o alteradas, at eacute; porque teremos muito pouco tempo e muitas limita ccedil; otilde;es do ponto de vista da lei eleitoral e da lei de responsabilidade fiscal.

Lei eleitoral
Se ser aacute; prejudicado quando estiver no governo, devido agrave;s restri ccedil; otilde;es para o per iacute;odo pr eacute;-eleitoral, sendo que n atilde;o poder aacute; inaugurar obras, por exemplo, Pessuti menciona que as dificuldades, evidentemente, existir atilde;o, por causa da lei eleitoral e da lei de responsabilidade fiscal. ldquo;Mas o conjunto de a ccedil; otilde;es que n oacute;s temos em andamento em diversos setores, se n oacute;s conseguirmos levar adiante o programa de obras que temos j aacute; autorizados pelo governador Requi atilde;o e por n oacute;s, nesse per iacute;odo em que estamos governando, n atilde;o haver aacute; problemas. Atrav eacute;s do conselho revisor, junto com as secretarias do Planejamento e da Fazenda, planejamos que as obras sejam executadas n atilde;o apenas dentro deste ano de 2009, mas para at eacute; 31 de dezembro do ano que vem, por conta desses prazos rdquo;.
Questionado se acaso sente-se tra iacute;do pelo grupo que trabalha pelo apoio do PMDB agrave; candidatura do prefeito de Curitiba ao governo, Pessuti diz que ainda n atilde;o eacute; trai ccedil; atilde;o. ldquo;Entendo que n atilde;o est atilde;o agindo de forma correta e estou procurando reconquist aacute;-los por inteiro. Meu papel, neste momento, eacute; traz ecirc;-los para a candidatura pr oacute;pria. Se l aacute; na frente, na hora que consolidar a candidatura, se algum deles n atilde;o estiver conosco, a iacute; sim, eacute; desobedi ecirc;ncia ao c oacute;digo de eacute;tica, ao estatuto do partido. Por enquanto, eacute; um pouco de vontade desse ou daquele de construir um caminho que seja melhor para ele pessoalmente. Mas vejo que todos s atilde;o recuper aacute;veis rdquo;, ressalta.
Ao comentar sobre uma alian ccedil;a do PMDB com o PT no Estado, o peemedebista responde que Gleisi Hoffmann seria uma boa candidata. ldquo;Al eacute;m da Gleisi, o Jorge Samek, a Lygia Pupatto tamb eacute;m s atilde;o pessoas que est atilde;o em condi ccedil; otilde;es de compor uma chapa conosco. Eacute; claro que a Gleisi, por ter disputado uma elei ccedil; atilde;o de senadora e de prefeito de Curitiba, teria um perfil mais apropriado. Sendo eu do interior, o ideal seria compor com algu eacute;m que tivesse mais densidade eleitoral na Capital.
Em rela ccedil; atilde;o ao projeto de candidatura de Requi atilde;o agrave; Presid ecirc;ncia da Rep uacute;blica, se atrapalha ou ajuda as articula ccedil; otilde;es no Estado, o vice-governador avalia que ajuda, e muito. ldquo;Afinal de contas, o PMDB estar aacute; sendo promovido nacionalmente e sair aacute; fortalecido desse processo porque ter aacute; um candidato a presidente. A candidatura do Requi atilde;o eacute; importante. E se n atilde;o for a dele, uma outra tamb eacute;m nos ajudar aacute; bastante rdquo;, conclui.

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