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Parlamento argentino aprova reforma da previdência

calendar_month 19 de dezembro de 2017
2 min de leitura

O Parlamento argentino aprovou a reforma da previdência na manhã desta terça-feira (19) apesar dos violentos protestos no país desde quinta-feira (14) e uma greve nos transportes, deflagrada à meia-noite.

Os deputados argentinos passaram a madrugada tentando votar o projeto, que recebeu 128 votos a favor, 116 contra e duas abstenções. Nesta manhã, manifestantes contrários à reforma permaneciam nas ruas.

Enquanto os deputados tentavam aprovar o projeto na segunda-feira (18), houve um violento protesto. A polícia disparou balas de borracha, gás lacrimogêneo e jatos de água e em retribuição recebeu pedradas. Segundo o jornal "Clarín", o confronto teve início por volta das 13h30 e durou mais de duas horas naquele ponto. A Guarda Nacional foi acionada.

O protesto deixou ao menos 109 feridos, entre civis e policiais, de acordo com um balanço divulgado pelo Sistema de Atenção Médica de Emergências de Buenos Aires. O jornal "La Nación" traz um balanço maior: 162 feridos (entre eles, 88 policiais). O Ministério de Segurança da Cidade informou que 60 pessoas foram detidas.

Na segunda, os deputados chegaram a suspender a sessão por causa do confronto. Quando o debate foi retomado, a oposição tentou suspender a discussão, mas foram derrotados na votação por 128 a 114 (e uma abstenção).

Os deputados da oposição tentaram ainda atrasar a votação, pedindo uso da palavra. A grande maioria usou seu tempo para criticar a proposta e a decisão de prosseguir com a votação apesar dos protestos e do que chamaram de uma clara mensagem da população de descontentamento com a reforma.

Policiais e manifestantes entram em confronto durante protesto contra a reforma da previdência do lado de fora do Congresso, em Buenos Aires, Argentina, na segunda-feira (18) (Foto: Eitan Abramovich/AFP)
Manifestantes recebem jatos de água disparados pela polícia durante protesto contra a reforma da previdência em Buenos Aires, na Argentina, na segunda-feira (18) (Foto: AP Photo/Victor R. Caivano)

Com informações G1

 
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