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Pets diversificam para atender animais durante as férias

Pode at eacute; parecer coisa de TV, mas os hot eacute;is para animais de estima ccedil; atilde;o est atilde;o cada vez mais em uso e tamb eacute;m mais diversificados para atender ldquo;clientes rdquo; exigentes e muito diferentes. Em Marechal C acirc;ndido Rondon, a reserva de vagas chega a ser feita meses antes. A procura por servi ccedil;o de hospedagem de animais tem aumentado ano a ano, conforme percep ccedil; atilde;o de propriet aacute;rios de veterin aacute;rias e servi ccedil;os de pet. Isso vem acontecendo, acreditam, por aspectos diferentes: custos mais acess iacute;veis, maior responsabilidade e afetividade com os animais e, por fim, na regi atilde;o de Marechal C acirc;ndido Rondon, devido agrave; fiscaliza ccedil; atilde;o da ONG Arca de No eacute;, que tem denunciado casos de abandono e maus tratos, e ainda agrave; fiscaliza ccedil; atilde;o sanit aacute;ria, que imp otilde;e uma s eacute;rie de crit eacute;rios para que os bichos de estima ccedil; atilde;o acompanhem seus donos nas viagens de f eacute;rias.
A Cl iacute;nica Veterin aacute;ria do Ari trabalha com hospedagem h aacute; cerca de dez anos e, segundo a s oacute;cia-propriet aacute;ria da empresa, Joseane Giesel, a demanda tem aumentado ano a ano e, ao mesmo tempo, as op ccedil; otilde;es e melhorias neste servi ccedil;o. Ela detalha que a maior parte dos donos que procuram o servi ccedil;o de hospedagem pet n atilde;o est aacute; preocupada somente em ter onde deixar seu animal. ldquo;Eles querem saber e conhecer as condi ccedil; otilde;es e ter certeza de que ficar atilde;o bem enquanto estiverem fora rdquo;, destaca. Estar bem, ent atilde;o, seria, exp otilde;e Joseane, tentar manter uma rotina o mais pr oacute;xima poss iacute;vel do que os animais t ecirc;m no dia-a-dia, al eacute;m de acompanhamento veterin aacute;rio e carinho. ldquo;Se a rotina for muito prejudicada, aliada agrave; falta dos donos, o bicho pode ficar deprimido e at eacute; baixar a imunidade rdquo;, pondera.
A empres aacute;ria informa que a procura eacute; maior para c atilde;es, mas tamb eacute;m h aacute; gatos, p aacute;ssaros, tartarugas, peixes e outros. Para atender aos h oacute;spedes, eacute; preciso destinar profissional especialmente para esse fim, que se encarrega da limpeza, desinfec ccedil; atilde;o, alimenta ccedil; atilde;o, passeios, troca de roupas de cama, entre outros detalhes.
S oacute; ficam presos gatos, p aacute;ssaros e animais que fogem com muita facilidade. Os c atilde;es, segundo Joseane, ficam separados em salas conforme o sexo e peculiaridade (se est atilde;o no cio, castrados, em recupera ccedil; atilde;o de doen ccedil;a). Al eacute;m disso, em forma de rod iacute;zio os cachorros t ecirc;m espa ccedil;o com grama, pedra e piso para brincarem. ldquo;O propriet aacute;rio passa a rotina. Cachorro que passeia todo dia, vai continuar passeando todo dia, para n atilde;o ficar estressado. A alimenta ccedil; atilde;o precisa ser mantida a mesma da casa dos lsquo;pais rsquo; rdquo;, detalha Joseane.
Os c atilde;es acostumados em apartamentos ou s oacute; dentro de casa tamb eacute;m t ecirc;m espa ccedil;o diferenciado, para que o ambiente se aproxime o melhor poss iacute;vel do seu verdadeiro lar. A pr oacute;pria cama, paninhos, guias, coleiras, etc, tamb eacute;m s atilde;o mantidos. ldquo;Eles precisam estar em contato com seus cheiros habituais rdquo;, justifica Joseane. C atilde;es de grande porte t ecirc;m outro espa ccedil;o, separado, cita, por necessitarem de cuidados diferenciados.
Outra preocupa ccedil; atilde;o dos donos eacute; com a explos atilde;o de fogos de artif iacute;cio na virada do ano, tendo em vista a sensibilidade auditiva dos cachorros. Quanto a isso, detalha a empres aacute;ria, na Veterin aacute;ria do Ari eacute; feito uma escala de trabalho para que os bichos tenham todo o tempo a presen ccedil;a de uma pessoa por perto e cada c atilde;o recebe algod atilde;o ou tamp atilde;o no ouvido, para amenizar o barulho. ldquo;Os fogos s atilde;o um momento de terror para os animais, s atilde;o cerca de 24 horas de cuidados redobrados rdquo;, exp otilde;e.

Sem sair de casa
Mas h aacute; donos, revela Joseane, que preferem que os seus bichinhos de estima ccedil; atilde;o fiquem na pr oacute;pria casa. ldquo;Este tipo de servi ccedil;o tem crescido bastante. A iacute;, conforme a rotina do animal, vamos duas, tr ecirc;s vezes por dia ao local para alimentar, dar aacute;gua, al eacute;m de fazer limpeza do espa ccedil;o. Geralmente, nestes casos, s atilde;o animais de grande porte, que al eacute;m de companhia tamb eacute;m t ecirc;m a fun ccedil; atilde;o de c atilde;o de guarda, ou gatos, que para tir aacute;-los do seu espa ccedil;o habitual eacute; necess aacute;rio prender rdquo;, cita.
O custo desses mimos, diz Joseane, muitas vezes chega a ser maior que o valor do animal. ldquo;Mas para quem procura a hospedagem o que est aacute; em conta eacute; o bem-estar de um membro da fam iacute;lia. A rela ccedil; atilde;o entre dono e animal eacute; de afetividade rdquo;, refor ccedil;a. S atilde;o em torno de R$ 15 a di aacute;ria, inclu iacute;dos banhos, alimenta ccedil; atilde;o (se n atilde;o for especial), higiene de camas e objetos e acompanhamento m eacute;dico-veterin aacute;rio. E, aten ccedil; atilde;o, assim como para os humanos, eacute; preciso fazer reserva da hospedagem. ldquo;O ideal eacute; que a fam iacute;lia quando faz a programa ccedil; atilde;o das f eacute;rias j aacute; reserve hospedagem. De uacute;ltima hora eacute; muito dif iacute;cil conseguir lugar rdquo;, pontua.
Para Joseane, tem colaborado para o aumento na procura pelo servi ccedil;o de hospedagem a conscientiza ccedil; atilde;o das pessoas, mas tamb eacute;m a fiscaliza ccedil; atilde;o na regi atilde;o feita pela ONG Arca de No eacute;. ldquo;As pessoas est atilde;o mais preocupadas com seus bichos de estima ccedil; atilde;o, mais cuidadosas mesmo rdquo;, conclui.

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Praticidade
Outra veterin aacute;ria que oferece a hospedagem de animais h aacute; v aacute;rios anos em Marechal Rondon eacute; a Veterin aacute;ria Formighieri, e a demanda tem sido maior ano a ano, afirma o m eacute;dico veterin aacute;rio Luiz Fernandes Formighieri, tanto que neste ano foi feito um investimento em um canil, onde h aacute; espa ccedil;o maior para que os cachorros possam gastar energias. A ideia eacute; mant ecirc;-los soltos durante o dia para que sejam recolhidos apenas agrave; noite. J aacute; os que necessitarem acompanhamento especial continuam hospedados junto agrave; cl iacute;nica.
Na opini atilde;o do veterin aacute;rio, tem aumentado o n uacute;mero de pessoas que possuem bichos de estima ccedil; atilde;o e tamb eacute;m tem mudado as rela ccedil; otilde;es entre o dono e o animal, que agora tem muito mais afetividade e responsabilidade. E no momento de viajar, os propriet aacute;rios querem garantir a seguran ccedil;a e a sa uacute;de dos bichos. ldquo;Acaba ficando mais pr aacute;tico e barato deixar os animais em um hotel, se a viagem n atilde;o eacute; muito longa rdquo;, pondera.
Conforme Formighieri, todos os finais de semana e feriados h aacute; procura por hospedagem, contudo, o per iacute;odo de maior demanda eacute; nas f eacute;rias de final e in iacute;cio do ano, com pico entre o Natal e o ano novo. O profissional espera ter neste feriad atilde;o de r eacute;veillon em torno de 35 a 40 animais hospedados, entre hamsters, gatos, p aacute;ssaros, tartarugas e cachorros. A maioria, observa, s atilde;o pequenos animais.
ldquo;Os animais t ecirc;m gaiolas ou canis individuais e recebem alimenta ccedil; atilde;o e acompanhamento veterin aacute;rio, com espa ccedil;o para serem soltos periodicamente rdquo;, comenta, lembrando que o animal para ficar em uma hospedagem precisa estar com a carteira de vacina ccedil; atilde;o em dia e antipulga.
O per iacute;odo de hospedagem chega a ser de uma semana a um m ecirc;s, na maioria dos casos, mas h aacute; aqueles que ficam at eacute; dois meses.
A di aacute;ria pode ser de R$ 12 a R$ 20. Os donos, explica Formighieri, se desejarem podem fazer pacotes fechados, obtendo descontos, conforme o tempo e o n uacute;mero de animais.

Aumenta o abandono de animais
O trabalho de fiscaliza ccedil; atilde;o da ONG Arca de No eacute;, de Marechal C acirc;ndido Rondon, dobra no per iacute;odo f eacute;rias. A observa ccedil; atilde;o eacute; da presidente Rosemari Lamberti, que explica: ldquo;Aqueles que saem por mais dias, deixam um vizinho ou parente encarregado, que nem sempre d aacute; a aten ccedil; atilde;o devida e que o animal necessita. Outros, que viajam por tempo que consideram pequeno, deixam o bicho preso, com uma determinada quantidade de alimento e aacute;gua. Mas muita coisa acontece e recebemos den uacute;ncias de muitos casos em que, principalmente cachorro, fica sem comida, aacute;gua, no sol, chuva, outros que fogem e acabam sendo atropelados… rdquo;, lamenta a volunt aacute;ria.
O alerta eacute; que, casos cr iacute;ticos em que o bicho de estima ccedil; atilde;o fica sem o devido atendimento pode ser considerado maus tratos, que est aacute; previsto em lei (Lei 9.605), pass iacute;vel de penalidades. ldquo;Se houver den uacute;ncia, vamos ao local e registramos Boletim de Ocorr ecirc;ncia na pol iacute;cia. Se as condi ccedil; otilde;es de higiene estiverem prec aacute;rias, tamb eacute;m acionamos a Vigil acirc;ncia Sanit aacute;ria rdquo;, informa a presidente da ONG.
Outro alerta eacute; para que os donos mantenham seus animais identificados, porque no per iacute;odo de festas tamb eacute;m aumenta o n uacute;mero de sumi ccedil;os. S oacute; na uacute;ltima sexta-feira (25) foram v aacute;rios casos notificados pela ONG, de animais de pequeno porte e de ra ccedil;a. ldquo;Animais que t ecirc;m um lar, n atilde;o sabem se defender na rua, eacute; preciso redobrar os cuidados rdquo;.
Rosemari orienta que as pessoas ao buscarem um animal de estima ccedil; atilde;o tamb eacute;m devem pensar nas suas f eacute;rias e aus ecirc;ncias, sobre o que fazer com o bicho. ldquo; Eacute; preciso se programar. Um animal que tem fam iacute;lia, se fica sozinho ou assustado, pode ir pra rua, onde n atilde;o vai saber se defender, podendo ser atropelado. E n atilde;o podemos nunca esquecer que eacute; uma vida rdquo;, conclui.

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