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Plantio correto é imprescindível para uma boa produção

calendar_month 10 de setembro de 2011
5 min de leitura
Maria Cristina Kunzler
Diferente do ano passado, quando a falta de chuva retardou o cultivo da safra, neste ano as precipitações pluviométricas vieram em boa hora: milho que já foi semeado está em bom desenvolvimento

 

Diferentemente do ano passado, quando o retardo da chuva ocasionou pressa na hora de fazer o plantio da safra de verão, neste ano as precipitações pluviométricas no decorrer da semana foram muito bem-vindas. Isso permitirá que a partir de segunda-feira (12) os produtores intensifiquem a semeadura do milho na safra de verão. Contudo, este é um momento que deve ser observado com muita cautela, já que a produtividade se define pelo plantio.
Segundo o engenheiro agrônomo da Agrícola Horizonte de Marechal Cândido Rondon, Renato Wiebrantz, a falta de cuidado na hora do cultivo do milho faz com que algumas áreas não produzam tão bem. São pequenos detalhes e erros que podem comprometer a safra. Para que isso não ocorra, o agricultor também deve ficar atento à tecnologia que tem à sua disposição. “O estabelecimento do milho com germinação rápida, vigorosa e uniforme é a forma de transferir todo o pacote tecnológico da semente para a lavoura. O potencial de rendimento da lavoura é definido no momento do plantio”, enaltece.

O profissional menciona que a uniformidade da distribuição das sementes na linha de plantio à distância entre uma semente e outra deve ser igual. Apesar da distribuição a disco ser predominante na região, ele salienta que a distribuição a vácuo é a mais perfeita e está em ascendência. “A peça chave para proporcionar alta produtividade é tentar deixar as 65 mil sementes por hectare na medida de 30 centímetros de distância uma da outra, com espaçamento de 50 centímetros entre linha sem falhas nem sementes duplas (ver imagem). Portanto, a escolha do disco e anel certos são fundamentais”, declara. Para isso, a regulagem da semeadeira é a opção mais barata dentre as variáveis de produção.
De acordo com o rondonense, o agricultor também precisa observar a profundidade na hora de fazer o cultivo do milho. “Se o plantio for feito no raso, a semente não germina; se for plantado com muita profundidade, o milho vai gastar energia para emergir e vai enfraquecer. O ideal é que a profundidade seja constante entre três e quatro centímetros para proporcionar uma germinação uniforme”, afirma.

Condição climática é favorável para dessecação, afirma agrônomo
A semana foi de grande movimento nas lojas agropecuárias da Copagril, onde os produtores efetuaram a retirada de insumos, tanto para realizar a implantação da lavoura de milho, como com vistas a realizar a dessecação e preparar o solo para o cultivo de soja. A informação é do engenheiro agrônomo Genésio Onório Seidel.
Segundo ele, os próximos dez dias devem ser decisivos para os cultivos da nova safra. “Acredito que cerca de 80% a 90% das lavouras de milho da região devem ser implantadas neste período”, calcula. O zoneamento para a cultura teve início em 21 de agosto e segue até 31 de dezembro.
Já no caso de soja, Seidel lembra que ainda está em vigor a proibição de cultivo devido ao período de vazio sanitário, o qual se encerra na próxima quinta-feira (15). O zoneamento agrícola para a cultura inicia somente no dia 21 de setembro. “Ainda assim, essa data só permite a implantação de algumas cultivares”, ressalta.
Enquanto no ano passado houve dificuldades no manejo de plantas daninhas durante a dessecação no pré-plantio das culturas de verão, neste ano a realidade observada é outra. “Principalmente o controle da buva foi muito dificultoso naquele momento. Já esse ano as condições climáticas foram diferentes, com um inverno úmido e frio, diminuindo a incidência de plantas daninhas e favorecendo o manejo de dessecação”, analisa Seidel.
Conforme o profissional da Copagril, atualmente configura-se o momento ideal para iniciar a dessecação, já que a condição climática é favorável, com boa umidade de solo e do ar. “É importante realizar o manejo com antecedência em relação ao plantio (pelo menos cerca de dez dias), pois muitas pragas e doenças encontram refúgio e alimento nessas plantas remanescentes, como, por exemplo, brocas, lagartas, percevejos, ácaros e outros”, orienta.

Benefícios
O agrônomo lembra que o manejo antecipado proporciona uma série de benefícios, tais como favorecer a semeadura, melhorar a emergência da cultura e o vigor inicial, pois não há competição. “Para fazer a atividade, é preciso antes identificar o tipo de planta daninha para a escolha do produto (herbicida) a ser aplicado, de acordo com a cultura a ser implantada”, enfatiza.
Segundo ele, há produtos que precisam de uma carência para a semeadura, conforme cada cultura (soja, milho, mandioca etc) para que não ocorram problemas de emergência e desenvolvimento inicial. “Ainda é importante observar a qualidade da água a ser usada na dessecação, já que na maioria dos casos nossas águas contêm alto índice salino, principalmente carbonato de cálcio, que diminui o efeito dos herbicidas. Por isso é necessário fazer a adequação da água por meio do uso de condicionadores”, recomenda.
Para efetuar o manejo adequadamente, ainda é indicado pelo profissional observar as condições de temperatura e umidade relativa do ar, sendo o ideal a temperatura abaixo de 30ºC e umidade maior que 55%, além de verificar condições de vento mais adequadas.

 
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