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PM faz operação na Cidade de Deus após queda de helicóptero que matou quatro

A Polícia Militar do Rio de Janeiro iniciou neste domingo (20) uma operação por tempo indeterminado na Cidade de Deus, favela da zona oeste da cidade em que um helicóptero da PM caiu no sábado (19), matando quatro policiais. Pelo menos três homens foram presos durante a ação neste domingo. Um deles estava com três fuzis e duas pistolas, segundo a PM. O caso foi encaminhado à 32ª DP (Taquara).

A decisão de ocupar a favela por tempo indeterminado foi tomada pela cúpula de Segurança do Rio, que se reuniu após o acidente ainda na noite de sábado. Nesta manhã, pelo menos sete corpos foram encontrados no interior da comunidade.

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O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, ofereceu apoio à Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro na operação. Em nota, Moraes informou que ofereceu o aparato da Força Nacional de Segurança que está no Rio para auxiliar nas ações que estão sendo realizadas na comunidade.

Ainda não se sabe se a aeronave sofreu uma pane ou foi atingida por criminosos. Embora a queda tenha ocorrido em meio a confrontos entre policiais, traficantes e milicianos, a principal hipótese é que o helicóptero tenha sofrido uma pane. Segundo o Instituto Médico-Legal, os policiais morreram devido à queda e não foram atingidos por nenhum disparo.

O acidente resultou na morte do major Rogério Melo Costa, 36, do capitão William de Freitas Schorcht, 37, do subtenente Camilo Barbosa Carvalho, 39, e do sargento Rogério Felix Rainha, 39. Os corpos chegaram no início da madrugada ao Instituto Médico-Legal.

Uma equipe da PM sobrevoou de helicóptero e lançou pétalas de rosas durante o velório coletivo de três dos quatro PMs mortos. O velório ocorreu no Salão Nobre do Batalhão de Choque e foi restrito aos parentes e amigos dos policiais..

O corpo do capitão e piloto do helicóptero Willian de Freitas Schorcht, de 37 anos, seguiu direto para Resende, na Região Sul Fluminense, onde vive a família, e será enterrado neste domingo.

O presidente Michel Temer usou sua conta oficial do Twitter para lamentar a morte dos policiais. “Lamentável a morte dos 4 PMs que cumpriam o seu dever durante operação no Rio de Janeiro. A minha solidariedade aos familiares e amigos”, disse.

O governador Luiz Fernando Pezão decretou luto oficial por três dias pelas mortes dos PMs. “Reconhecemos e agradecemos a dedicação da Polícia Militar no combate ao crime e, em especial, dos policiais que perderam a vida no exercício de proteger e defender a sociedade. Expresso meus sentimentos aos parentes e amigos dos militares. Vamos seguir em frente em defesa dos cidadãos fluminenses”, afirmou o governador.

Operação por tempo indeterminado

Na manhã deste domingo, enquanto policiais militares circulavam com apoio de blindados, pessoas faziam barricadas incendiando lixo. Foram registrados novos confrontos entre criminosos e policiais. Por causa da atuação da polícia no local, algumas ruas estavam interditadas. A Estrada dos Bandeirantes, a Estrada do Gabinal e a Linha Amarela eram opções aos que transitavam pela região.

A Linha Amarela, via expressa que liga as zonas norte e oeste do Rio, chegou a ser fechada duas vezes devido aos tiroteios.

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