O Paran aacute; eacute; a sexta unidade da federa ccedil; atilde;o que mais registrou queixas de viol ecirc;ncia dom eacute;stica contra a mulher, entre janeiro a julho deste ano, em compara ccedil; atilde;o ao mesmo per iacute;odo do ano passado. Dados divulgados ontem (03) pela Secretaria de Pol iacute;ticas para as Mulheres da Presid ecirc;ncia da Rep uacute;blica revelam que as paranaenses denunciaram 15.436 casos por meio da central 180, criada especificamente para apurar casos de viol ecirc;ncia contra mulheres.
O Estado em que as mulheres mais fizeram uso da central 180 foi S atilde;o Paulo, com 47.107 den uacute;ncias. Na sequ ecirc;ncia, vieram Bahia (32.358), Rio de Janeiro (25.274), Minas Gerais (22.951) e Par aacute; (17.454).
Em termos relativos, no entanto, o Paran aacute; fica em 15 ordm; lugar no ranking. De acordo com os n uacute;meros, 141 mulheres a cada 50 mil usam o 180 para denunciar os casos de viol ecirc;ncia sofridos. O Distrito Federal lidera esta lista, com 267 liga ccedil; otilde;es a cada 50 mil mulheres. Em seguida est atilde;o o Tocantins, com 245 den uacute;ncias a cada 50 mil mulheres, e o Par aacute;, com 237 queixas por grupo.
Em todo o pa iacute;s, o servi ccedil;o 180 registrou alta de 112% entre janeiro a julho deste ano, em compara ccedil; atilde;o ao mesmo per iacute;odo do ano passado. Foram 343.063 atendimentos nos sete primeiros meses de 2010 contra 161.774 nos mesmos meses de 2009.
Para o governo, o crescimento da busca pelo servi ccedil;o ldquo;reflete um maior acesso da popula ccedil; atilde;o a meios de comunica ccedil; atilde;o, vontade de se manifestar acerca do fen ocirc;meno da viol ecirc;ncia de g ecirc;nero, ao fortalecimento da rede de atendimento agrave;s mulheres e ao empoderamento da popula ccedil; atilde;o feminina local rdquo;.
A busca de informa ccedil; otilde;es sobre a Lei Maria da Penha, lei 13.340/2006, corresponde a 50% do total de informa ccedil; otilde;es prestadas pelo Ligue 180. A Lei Maria da Penha completa quatro anos de san ccedil; atilde;o nesta semana.
Dos atendimentos registrados neste ano pelo Ligue 180, a maioria corresponde a crimes de les atilde;o corporal. Em seguida, vieram as amea ccedil;as, conforme dos dados do balan ccedil;o. Juntos, os dois tipos de queixas somaram 70% dos registros do Ligue 180. A Secretaria de Pol iacute;ticas para as Mulheres informou que esses crimes tamb eacute;m s atilde;o os mais registrados por mulheres nas delegacias.
Os relatos de viol ecirc;ncia somaram 62.301 registros, sendo que 36.059 foram de viol ecirc;ncia f iacute;sica; 16.071 de viol ecirc;ncia psicol oacute;gica; 7.597 de viol ecirc;ncia moral; 826 de viol ecirc;ncia patrimonial; e 1.280 de viol ecirc;ncia sexual.
Avalia ccedil; atilde;o
Na avalia ccedil; atilde;o da secretaria, o total de registros de amea ccedil;as – em 8.913 situa ccedil; otilde;es – mostra que eacute; preciso aten ccedil; atilde;o a esse tipo de queixa.
A ministra da Secretaria das Pol iacute;ticas para as Mulheres, Nilc eacute;ia Freire, afirmou que ldquo;n atilde;o se pode subestimar rdquo; as amea ccedil;as sofridas pelas mulheres. ldquo;N atilde;o se pode subestimar as amea ccedil;as e por isso n oacute;s consideramos amea ccedil;as como fator de risco. Os homens violentos, os agressores, eles n atilde;o est atilde;o brincando em geral quando amea ccedil;am suas mulheres. S atilde;o crimes anunciados e que, portanto, n atilde;o podem ser subestimados rdquo;.
Os relatos de viol ecirc;ncia somaram 62.301 registros, sendo que 36.059 foram de viol ecirc;ncia f iacute;sica; 16.071 de viol ecirc;ncia psicol oacute;gica; 7.597 de viol ecirc;ncia moral; 826 de viol ecirc;ncia patrimonial; e 1.280 de viol ecirc;ncia sexual. Foram registrados 239 casos de c aacute;rcere privado.
O balan ccedil;o mostra tamb eacute;m que em 68,1% dos casos a viol ecirc;ncia contra a mulher eacute; presenciada pelos filhos. Al eacute;m disso, em 16,2% das situa ccedil; otilde;es o filho sofre a viol ecirc;ncia junto com a m atilde;e.
Os atendimentos mostram ainda que 39,6% das mulheres dizem sofrer viol ecirc;ncia desde o in iacute;cio da rela ccedil; atilde;o. Outras 57% afirmaram que s atilde;o agredidas f iacute;sica ou psicologicamente todos os dias. Em mais da metade dos casos, as mulheres disseram correr risco de morte.