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PR terá 5,5 mil novos casos de câncer de pele em 2010

calendar_month 3 de dezembro de 2009
5 min de leitura

Menos de 30% da popula ccedil; atilde;o toma os devidos cuidados para evitar o c acirc;ncer de pele. Em 2010, s atilde;o esperados 3,7 mil novos casos da doen ccedil;a n atilde;o melanoma entre homens e 4,8 mil entre mulheres somente no Paran aacute;. Os n uacute;meros s atilde;o crescentes e o descuido da popula ccedil; atilde;o contribui substancialmente para as estat iacute;sticas. Eacute; para conscientizar a popula ccedil; atilde;o sobre os perigos da doen ccedil;a que, amanh atilde; (05), ser aacute; realizada a 11 ordf; edi ccedil; atilde;o da Campanha Nacional de Preven ccedil; atilde;o ao C acirc;ncer de Pele em 23 Estados brasileiros. No Paran aacute;, a a ccedil; atilde;o ocorre em nove cidades.
De acordo com um estudo do Instituto Nacional de C acirc;ncer (Inca), que tra ccedil;ou a estimativa para 2010 da incid ecirc;ncia de c acirc;ncer no Brasil, s atilde;o esperados mais de 236 mil novos casos de c acirc;ncer para o sexo masculino e 253 mil para o sexo feminino. Estima-se ainda que o c acirc;ncer de pele do tipo n atilde;o melanoma ser aacute; o mais incidente na popula ccedil; atilde;o, com 114 mil novos casos.
No Paran aacute;, a previs atilde;o eacute; de 68,7 novos casos da doen ccedil;a para cada 100 mil habitantes do sexo masculino e 89,1 novos casos a cada 100 mil mulheres. Na Capital, ser atilde;o 620 novos casos da doen ccedil;a entre homens (71,9 para cada 100 mil habitantes) e 680 entre mulheres (75,5 para cada 100 mil habitantes). nbsp;
A a ccedil; atilde;o que acontece no s aacute;bado eacute; organizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). No Paran aacute;, al eacute;m de Curitiba, a campanha tamb eacute;m acontece em Apucarana, Cascavel, Maring aacute;, Guarapuava, Foz do Igua ccedil;u, Paranagu aacute;, Londrina e Toledo.
De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia da regional Paran aacute; e coordenador da campanha no Estado, Carlos Augusto Silva Bastos, durante todo o dia, os pacientes ser atilde;o atendidos pelas equipes m eacute;dicas e, apresentando qualquer suspeita de ocorr ecirc;ncia da doen ccedil;a, ser atilde;o encaminhados para tratamento totalmente gratuito. Est atilde;o previstas ainda atividades educativas, como aulas expositivas, que trazem orienta ccedil; otilde;es sobre fotoprote ccedil; atilde;o e dicas de como suspeitar do c acirc;ncer de pele.
Na campanha do ano passado, quase tr ecirc;s mil pessoas passaram pelos postos de atendimento em todo o Paran aacute;. Deste total, 11,7% foram diagnosticadas com a doen ccedil;a e cerca de 0,8% apresentaram melanomas malignos, considerado o c acirc;ncer de pele mais perigoso, pois est aacute; associada a met aacute;stases e, consequentemente, a maiores iacute;ndices de letalidade.
Segundo Bastos, mais de 60% da popula ccedil; atilde;o n atilde;o toma os devidos cuidados a fim de evitar a doen ccedil;a. Quanto mais jovem, mais descuidado. ldquo;As pessoas n atilde;o usam protetor solar e se exp otilde;e sem cuidado ao sol. O c acirc;ncer de pele tem apresentado um crescimento progressivo em todo o mundo. Um ponto positivo eacute; que estamos conseguindo fazer diagn oacute;sticos mais precoces e temos visto menos casos avan ccedil;ados da doen ccedil;a. Ainda assim, o cuidado eacute; pouco rdquo;, disse.

Mais pobres
Um estudo desenvolvido por oncologistas do Servi ccedil;o de Pele e Melanoma do Hospital Erasto Gaertner revelou que a maioria dos casos de c acirc;ncer de pele no Paran aacute; atinge a popula ccedil; atilde;o com renda mais baixa, sendo alta a incid ecirc;ncia da doen ccedil;a em trabalhadores rurais. Para reverter esse quadro, a equipe respons aacute;vel pelo estudo defende que o protetor solar deve passar para a classe de medicamentos de combate ao c acirc;ncer de pele, sendo necess aacute;ria a mudan ccedil;a da classifica ccedil; atilde;o de simples produto est eacute;tico. Com a altera ccedil; atilde;o da classifica ccedil; atilde;o do protetor solar, bem como a promo ccedil; atilde;o de mudan ccedil;as nos h aacute;bitos da popula ccedil; atilde;o, os m eacute;dicos da institui ccedil; atilde;o acreditam que eacute; poss iacute;vel reduzir a incid ecirc;ncia de c acirc;ncer de pele n atilde;o melanoma.

Prote ccedil; atilde;o tem que ser o ano todo
Proteger-se do sol, seja nas cidades, seja nas praias, deveria ser uma rotina todos os dias. De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) da regional Paran aacute;, Carlos Augusto Silva Bastos, a maioria n atilde;o leva em conta esse cuidado di aacute;rio que se deve ter com a pele, e n atilde;o apenas quando est aacute; na praia, exposto ao sol. Os dermatologistas orientam que o uso do filtro solar seja di aacute;rio e em qualquer eacute;poca do ano.
O correto eacute; que qualquer parte do corpo que fique exposta deve ser protegida com filtro solar. Mas menos de 30% da popula ccedil; atilde;o segue a risca esta orienta ccedil; atilde;o. ldquo;Constantemente estamos nos expondo ao sol, um pouco de manh atilde;, mais um pouco a tarde. E n atilde;o percebemos isso. Eacute; preciso que o uso do protetor solar se torne um h aacute;bito e essa disciplina tem que acontecer desde a juventude. De nada adianta passar o protetor uma vez ao ir pra praia se, no dia a dia nas cidades, n atilde;o nos cuidarmos rdquo;, apontou Bastos.

 
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