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Preços da região não acompanham reação no país

calendar_month 14 de agosto de 2013
3 min de leitura
Luciany Franco/OP
Preço pago na região está muito aquém das outras regiões

O suinocultor da região ainda não está auferindo lucro na maioria dos negócios que está fazendo. De acordo com o presidente da Associação Paranaense de Suinocultores (APS), Darci Backes, o preço pago pelo quilo do suíno está em cerca de R$ 2,70. “Esse valor empata com o custo de produção”, comenta.

Os desinformados diriam que pelo menos já não estão em prejuízo, como recentemente aconteceu. Mas não é bem assim. O valor não corresponde com a realidade do mercado, reclama Backes. Ele menciona que em Minas Gerais, os produtores já recebem em torno de R$ 3,40 a R$ 3,50; e os de São Paulo, de R$ 3,20 a R$ 3,30.

Já na região de Curitiba, o preço praticado é em média R$ 2,90. “É lamentável. O produtor deveria segurar suíno uma semana e não vender na região, para que os frigoríficos se conscientizem”, sugere. O importante, observa o presidente da APS, é que está havendo reação do mercado, mesmo que lenta.

Ele não acredita que, se houver um novo embargo da Rússia à carne suína brasileira, as cotações sofrerão forte pressão para baixo. “Influencia sim, mas não como já acontecia em outras oportunidades”, diz Backes, e justifica: “Atualmente, o Brasil já exporta bem menos à Rússia, cerca de 15% do volume total. Além disso, já existe uma preocupação em aumentar a produção interna e depender cada vez menos de um comprador tão volátil”, pontua.

Mas os números dizem outro panorama. Este não seria o primeiro embargo russo à carne brasileira. E há quem aposte que nem mesmo será o último. Porém, ainda assim, se os russos suspenderem suas compras, o Brasil perderá seu principal mercado para a carne suína, pelo menos foi no primeiro semestre.

De janeiro a junho, as exportações de carne suína para a Rússia, mesmo com os embargos ao Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso, foram de 69,05 mil toneladas, o que representa 28,7% do total de 240,5 mil toneladas enviadas ao exterior. O volume representou US$ 201,27 milhões, 31,9% do total exportado no primeiro semestre do ano, de US$ 630,26 milhões.

Conforme o analista de mercado da Scot Consultoria Augusto Maia, caso haja esta suspensão, haverá uma pressão baixista nos preços no mercado interno. “Este impacto será de pressão pelo fato de que a demanda interna não terá capacidade de absorver todo este volume que deixaria de ser exportado”, analisa.

 
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