O Presente
Geral

Produtor deve aproveitar preço e câmbio favoráveis

calendar_month 28 de agosto de 2013
3 min de leitura
Aprosoja
Milho dos Estados Unidos está com baixa qualidade, interferindo
nos níveis de produção 

Os Estados Unidos previam pelo menos 91 milhões de toneladas de soja na safra que começa a ser colhida em setembro. Agora, essa previsão é de 85 a 86 milhões de toneladas. A produção de milho no país era esperada em pelo menos 354 milhões de toneladas, mas essa projeção já caiu para em torno de 349 milhões de toneladas.

Essas projeções é que têm alimentado em agricultores brasileiros a expectativa de receberem mais pelo que ainda resta da soja e milho do ciclo 2012/2013 para comercializar, bem como segurarem as negociações futuras do próximo ciclo (2013/2014). Porém, esta pode não ser a decisão mais acertada.

O Presente ouviu o ex-secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Eugênio Steffanello, que é doutor em Economia Rural. Ele analisa que, apesar da quebra, os Estados vão colher bem mais que no ano passado e o bastante para regular os estoques mundiais. “Estoques completos significa em menor preço já a curto prazo”, alerta o especialista.

O presidente da Aprosoja Brasil, Glauber Silveira, está nos Estados Unidos participando da Expedição Soja Brasil. Ele explica que os três principais produtores de grãos do mundo – Estados Unidos, Brasil e Argentina – ficam de olho na produtividade um do outro, especialmente a soja.

“Dependendo da safra destes três principais produtores, o preço da soja pode subir ou cair. Uma simples questão de oferta e demanda: quanto mais soja, menor o preço e se tiver menos soja, o preço sobe”, resume, e lembra: “Enquanto nos Estados Unidos os produtores têm um seguro de renda, no Brasil temos é falta de infraestrutura e na Argentina as ‘retenciones’ consomem 40% do preço da soja”. Assim, definir o momento certo de comercializar faz toda a diferença.

Janelas

Stefanello explica que as janelas de negociação estão cada vez mais apertadas e o agricultor precisa programar melhor a comercialização de suas safras. Agora, por exemplo, seria um bom momento porque há um câmbio favorável e os preços também reagiram, após período de queda já esperado.

“O problema é que muito agricultor ainda espera que a quebra de safra nos Estados Unidos seja ainda maior e, com isso, ele possa vender seus produtos a preços mais altos do que os atuais e aos mesmos níveis que já tivemos no ano passado e início deste ano”, explica.

Porém, o economista avalia que R$ 75 a saca em Paranaguá para o soja e R$ 26 para o milho, mesmo que há alguns meses era bem superior a isso (milho chegou a R$ 30), já é um preço muito interessante, inclusive para negociação de safra futura. Segundo ele, o produtor precisa ponderar o seu custo de produção e o lucro que já pode auferir. 

 
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