Agricultores de Marechal Cândido Rondon e microrregião deram a largada na colheita do milho safrinha após as fases necessárias ao desenvolvimento das lavouras.
O ano está sendo atípico à agricultura no Oeste paranaense. Primeiro foram 42 dias de estiagem; depois o excesso de chuvas. Tal cenário atrasou o desenvolvimento das culturas e refletiu em perda de produtividade.
“Com as intempéries registradas, principalmente devido à estiagem prolongada, mais chuva e frio, a nossa expectativa é colher 200 sacas por alqueire, sendo que ano passado conseguimos atingir a marca de 268 sacas de milho safrinha”, declarou Valter Prass à reportagem de O Presente. Ele e o irmão Ademir colheram na quinta (12) uma área de terra na Linha Guarani, no interior rondonense, cuja primeira etapa deve ser finalizada entre sexta (13) e sábado (14). Considerando outras áreas, a colheita deve ser concluída no mês de agosto.
Segundo Valter, algumas lavouras devem fechar em 150 sacas por alqueire. “Essas 200 sacas são uma média final geral”, pontua.
ESTRESSE
As primeiras áreas começaram a ser colhidas na semana passada, onde o milho que preencheu as lavouras era um híbrido super precoce. “A colheita foi iniciada por estar mais adiantada devido ao ciclo das culturas que antecederam o milho safrinha”, diz o engenheiro agrônomo Cristiano da Cunha, da Agrícola Horizonte.
O milho safrinha preenche 24,5 mil hectares das lavouras rondonenses. A estimativa inicial era colher 142 mil toneladas, mas a previsão atual é menor: de 121.275 toneladas, ou 4,95 toneladas por hectare, o que representa quebra de 17%.
Cunha salienta que a redução nos números está ligada aos períodos de estresse atravessados pela cultura. “No início houve chuva acentuada e depois estiagem prolongada, com 42 dias sem chuva na maioria das áreas, além do milho ter sido plantado mais tarde em função do atraso no cultivo da soja. Todos esses fatores somados fizeram com que a produtividade fosse reduzida em relação aos anos anteriores”, explica.
Apesar disso, pontua o agrônomo, as primeiras áreas possuem estimativa de produtividade de 230 sacas de milho por alqueire. “Mas sabemos que a tendência é da produtividade reduzir em outros pontos, podendo chegar a 170 ou 180 sacas por alqueire nas últimas propriedades a serem colhidas”, expõe.
EQUILÍBRIO
Cunha comenta que o valor pago pela saca de milho está bem melhor atualmente do que no ano passado, quando foi registrada uma baixa significativa no preço. “Chegou a R$ 17,50 nos períodos de colheita e pós-colheita, sendo que neste ano os preços são superiores e somam R$ 29,50. Desse modo, a perda de produtividade é menor porque o agricultor ganha no preço do grão na colheita, podendo ser considerado como equilíbrio”, enaltece.
Outro assunto que deixa os produtores rurais apreensivos diz respeito ao frio rigoroso, o que, segundo o agrônomo, não deve causar danos às lavouras.
Leia a matéria completa na edição impressa de O Presente veiculada nesta sexta-feira (13)