O Departamento de Fiscaliza ccedil; atilde;o (Defis) da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) j aacute; deu in iacute;cio ao trabalho de campo visando notificar produtores cujas lavouras contenham plantas guaxas de soja; e ainda os que cultivaram soja safrinha. O objetivo eacute; fazer com que cumpram o per iacute;odo de vazio sanit aacute;rio, estabelecido pelo Governo do Estado, que delimita o per iacute;odo de 15 de junho a 15 de setembro em que toda planta de soja deve ser eliminada. A medida tem o intuito de minimizar a presen ccedil;a de esporos do fungo que contamina as lavouras com a ferrugem asi aacute;tica.
De acordo com o engenheiro agr ocirc;nomo do Defis de Toledo, Am eacute;rico Onaka, neste ano o oacute;rg atilde;o dever aacute; adotar postura mais rigorosa em rela ccedil; atilde;o aos casos de desobedi ecirc;ncia agrave; lei. Isto porque, trata-se do terceiro ano de aplica ccedil; atilde;o da mesma, raz atilde;o pela qual n atilde;o ser aacute; mais aceito o argumento do desconhecimento da norma. ldquo;Os produtores est atilde;o recebendo notifica ccedil; atilde;o para que providenciem a desseca ccedil; atilde;o ou controle dentro do prazo. Caso at eacute; o dia 14 (segunda-feira) eles n atilde;o tenham feito a desseca ccedil; atilde;o, ficam sujeitos a receber uma autua ccedil; atilde;o, a qual poder aacute; ser convertida em multa rdquo;, alerta.
O valor da penalidade varia entre R$ 50 e R$ 5 mil, conforme a gravidade do problema e o agravante de reincid ecirc;ncia.
Segundo Onaka, a maioria dos produtores que cultivam soja safrinha est aacute; consciente sobre a necessidade de fazer a desseca ccedil; atilde;o da lavoura. ldquo;Nossa preocupa ccedil; atilde;o maior eacute; com as plantas que nascem em meio a lavouras de milho, trigo, aveia e outras culturas de inverno. Por isso estamos recomendando fazer o controle ou manejo de herbicida rdquo;, exp otilde;e.
At eacute; mesmo quem est aacute; colhendo o milho safrinha precisa verificar a presen ccedil;a de soja nascendo na aacute;rea, pois mesmo as plantas remanescentes podem render penalidades ao agricultor.
Aacute;rea
Conforme levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), a aacute;rea cultivada com soja safrinha na regi atilde;o de Toledo (formada por 20 munic iacute;pios) eacute; de cerca de 19.980 hectares; enquanto a aacute;rea cultivada com milho na safrinha eacute; de 311.400 hectares.
Transmiss atilde;o
De acordo com o agr ocirc;nomo, a ferrugem sobrevive nas plantas de soja guaxas. ldquo; Eacute; um parasita que precisa de mat eacute;ria viva para procriar e s oacute; ataca p eacute;s de soja. Por isso, quando a planta existe, o fungo consegue manter o seu ciclo, o que tamb eacute;m depende das condi ccedil; otilde;es clim aacute;ticas rdquo;, explica.
O profissional lembra que o vento eacute; o principal ve iacute;culo de transmiss atilde;o da ferrugem. Na nossa regi atilde;o, um vento entre 15 e 20 km/h pode transportar os esporos da doen ccedil;a por cerca de tr ecirc;s quil ocirc;metros e atingir outra planta de soja.
Benef iacute;cios
Onaka salienta que a manuten ccedil; atilde;o de aacute;reas livres de soja representa benef iacute;cios aos agricultores. ldquo;O vazio sanit aacute;rio existe para que a doen ccedil;a chegue o mais tarde poss iacute;vel nas lavouras durante a safra, pois desta forma o produtor precisar aacute; aplicar menos fungicida para controlar a ferrugem, reduzindo custos de produ ccedil; atilde;o rdquo;, enfatiza.
Se antes da obrigatoriedade foram registrados casos de perdas significativas em raz atilde;o da doen ccedil;a, chegando a cerca de 30%, a partir do vazio sanit aacute;rio reduziu-se esse volume, bem como a ocorr ecirc;ncia de perdas. ldquo;Al eacute;m disso, anteriormente se chegava a fazer quatro a cinco aplica ccedil; otilde;es de fungicida em uma safra, enquanto hoje em dia consegue fazer o controle com uma ou no m aacute;ximo duas aplica ccedil; otilde;es, j aacute; que a doen ccedil;a aparece mais no final do ciclo rdquo;, salienta.
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