O Presente
Geral

Profissional do programa Mais Médicos já atende em Rondon

calendar_month 5 de setembro de 2013
3 min de leitura
Carina Ribeiro/OP
Comunidade do Jardim Marechal passa a ter médico à disposição oito horas por dia

Prestar serviço no interior e humanizar o atendimento à saúde, além de buscar qualidade de vida para a própria família, estão entre os propósitos do novo profissional que está atendendo em Marechal Cândido Rondon por intermédio do Programa Mais Médicos, do governo federal.

O clínico geral Fábio França Nishikawa mudou-se de General Carneiro (PR), cidade de cerca de 15 mil habitantes, e está atendendo à população rondonense na Unidade Básica de Saúde do Jardim Marechal, onde prestará serviços oito horas por dia. Antes, a comunidade dos bairros circunvizinhos dispunha de consultas médicas somente na parte da tarde.

“Os pacientes ficaram muito contentes em ter médico à disposição na parte da manhã também. Além disso, deixa-se de formar filas, diluindo mais o atendimento em dois períodos”, declara Nishikawa. A análise do profissional é de que o programa federal favorece a interiorização da medicina.

“Essa necessidade é real, pois o Censo Médico aponta que os profissionais se concentram mais em grandes centros, onde há mais infraestrutura para trabalhar, existindo uma certa relutância em trabalhar em cidades menores ou mais distantes de grandes centros”, salienta Nishikawa.

Ele menciona que, principalmente em cidades menores, o programa permite ao médico uma proximidade maior com o paciente. “O vínculo entre médico e paciente acaba sendo mais consistente, ele tem possibilidade de retorno e o profissional tem possibilidade de acompanhamento dos casos. Percebemos que em alguns casos as pessoas vêm em família para se consultar”, afirma Nishikawa.

Segundo ele, a carga horária de oito horas tende a permitir o atendimento a cerca de 32 pacientes por dia no posto de saúde. “Em geral, em média é feito um atendimento a cada 15 minutos, o que gera 16 atendimentos por período de quatro horas”, ilustra.

Do ponto de vista do médico, existe necessidade de humanizar cada vez mais o atendimento em saúde.

“Em alguns casos os profissionais acabam tendo uma sobrecarga de trabalho, atendendo plantões para ter determinado atendimento, além de trabalhar em mais de um local. Isso pode gerar uma carga de estresse, levando que o médico deixe de desprender mais tempo para atender o paciente, conversar com ele, examiná-lo, buscando o diagnóstico mais pela via do exame. Mas acredito que estamos no caminho para melhorar essa relação, de modo que a medicina seja mais humanizada”, enfatiza, lembrando que fixar o médico em um local de atendimento também favorece o acompanhamento de cada caso, pois desse modo o profissional tem condições de conhecer o histórico do paciente, garantindo um atendimento mais preciso.

 
Compartilhe esta notícia:

Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência aos seus visitantes. Ao continuar, você concorda com o uso dessas informações para exibição de anúncios personalizados conforme os seus interesses.
Este website utiliza cookies para fornecer a melhor experiência aos seus visitantes. Ao continuar, você concorda com o uso dessas informações para exibição de anúncios personalizados conforme os seus interesses.