| Carina Ribeiro/OP |
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| Campus de Marechal Cândido Rondon pleiteia em torno de R$ 9 milhões somente para infraestrutura |
A verticalização das atividades de ensino, a ampliação dos trabalhos de extensão e das parcerias em projetos de pesquisa têm aumentado, ano a ano, a demanda por investimentos na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Por conta disso, a proposta orçamentária da instituição para 2014 é de R$ 590 milhões.
O montante é três vezes maior do que o orçamento de 2013 voltado ao ensino, que gira em torno de R$ 181 milhões. Já o orçamento do Hospital Universitário (HU) para este ano é de R$ 107 milhões.
As informações são da chefe da Divisão de Orçamento da Unioeste, Roseli Aparecida Valéria Paris, segundo a qual, o montante proposto para o ano que vem reflete uma série de demandas criadas ao longo dos últimos anos, seja nas áreas de investimento para infraestrutura, como também de contratação de servidores.
A proposta refere-se ao valor global de receitas, composto por recursos do tesouro estadual, emendas e convênios com órgãos estaduais e federais, bem como recursos próprios arrecadados pela universidade e do Sistema Único de Saúde (SUS) a partir do HU.
Elencamos um montante de investimentos que a universidade realmente precisa e colocamos no orçamento de 2014, apesar de que demandaria aumentar todas as receitas, sejam elas de emendas, convênios do governo estadual com o Fundo Paraná, também temos previsão de contratualização para aumentar o repasse do SUS ao Hospital Universitário, dentre outras medidas ainda seriam necessárias para se chegar ao valor pretendido, enfatiza Roseli.
Campus rondonense
Conforme a chefe de Divisão, somente para o campus de Marechal Cândido Rondon foi solicitada a destinação de aproximadamente R$ 9,3 milhões para investimentos em infraestrutura, sem contar eventual implantação de novos cursos, restaurante universitário e aumento no valor do custeio, além de contratação de professores e técnicos administrativos.
Os recursos, se executados, serão destinados à construção de prédio de laboratório, sistema de urbanização, construção de academia de ginástica, ginásio de esportes, anfiteatro e moradia estudantil, assim como serão usados para compra de mobiliários e equipamentos para os referidos espaços.
Novos prédios
Dentre os projetos já encaminhados e prestes a serem executados no campus rondonense, segundo o diretor geral, Paulo Koling, estão os de construção de dois novos prédios, os quais representarão investimento de cerca de R$ 3,7 milhões. Estamos em fase de licitação dos projetos arquitetônico e complementar, detalha.
Um dos prédios vai demandar investimento aproximado de R$ 2 milhões e será usado como laboratório para os cursos de mestrado de História e Geografia. A outra obra refere-se à construção do segundo bloco do Complexo de Ciências Agrárias, para o qual será investido R$ 1,7 milhão, incluindo equipamentos.
Quanto a novos cursos, o diretor informa que o projeto para implantação do curso de graduação em Engenharia Florestal já foi aprovado internamente pela universidade e agora está em análise na Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
As atividades do campus ainda envolvem o uso da estrutura da Estação Experimental Professor Alcibíades Luiz Orlando, localizada em Entre Rios do Oeste, local que está recebendo obras da prefeitura, Itaipu e Seti, que abrangem a pavimentação interna e urbanização.
