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Requião cobra Lula e Dilma por aumento da dívida

calendar_month 27 de janeiro de 2010
5 min de leitura

O governador Roberto Requi atilde;o (PMDB) cobrou, na ldquo;escolinha rdquo; de ter ccedil;a-feira (26), o governo Lula e a ministra da Casa Civil e pr eacute;-candidata do PT agrave; Presid ecirc;ncia da Rep uacute;blica, Dilma Rousseff, pelo aumento da d iacute;vida do Paran aacute; com o banco Ita uacute; por conta do n atilde;o pagamento dos t iacute;tulos p uacute;blicos adquiridos pelo Banestado. Segundo o peemedebista – que disputa a indica ccedil; atilde;o de candidato do PMDB agrave; sucess atilde;o de Lula – o total do d eacute;bito pode chegar a mais de R$ 2,7 bilh otilde;es por conta da corre ccedil; atilde;o pela taxa Selic, e pelo fato do Ita uacute; estar cobrando na Justi ccedil;a outros R$ 1,5 bilh atilde;o garantidos por a ccedil; otilde;es da Copel para o pagamento da d iacute;vida.
Requi atilde;o citou nominalmente o presidente Lula e a ministra Dilma, afirmando que ambos j aacute; teriam prometido a ele por v aacute;rias vezes resolver o problema, mas nada aconteceu. E declarou que pretende aproveitar a disputa eleitoral para cobrar uma posi ccedil; atilde;o dos candidatos agrave; sucess atilde;o presidencial e o governo federal. ldquo;O que diz disso a Dilma, que eacute; candidata a presidente da Rep uacute;blica? A mim j aacute; disse mil vezes que o Estado tem raz atilde;o, mas porque isso n atilde;o vem acompanhado de uma a ccedil; atilde;o definitiva, e libere o Estado do Paran aacute; desse assalto? rdquo;, questionou.
Os t iacute;tulos p uacute;blicos foram adquiridos pelo Banestado durante o governo Jaime Lerner. Com a venda do banco para o Ita uacute;, o Governo do Paran aacute; se comprometeu a honr aacute;-los, e deu a ccedil; otilde;es da Copel como garantia. Ao assumir, em 2003, Requi atilde;o se recusou a honrar a d iacute;vida, alegando que os t iacute;tulos eram nulos. Desde ent atilde;o, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) passou a cobrar mensalmente uma multa do Paran aacute;. Ao todo, nesse per iacute;odo j aacute; teriam sido retidos R$ 253 milh otilde;es em repasses federais para o Estado.
ldquo; Eacute; mais dinheiro do que o Brasil vai mandar pro Haiti para ajudar na reconstru ccedil; atilde;o do pa iacute;s. Onde est atilde;o, nessa briga, os senadores e deputados federais, a OAB, os jornais? rdquo;, cobrou o governador. De acordo com o pr oacute;prio Requi atilde;o, com a corre ccedil; atilde;o do saldo devedor pela Selic a d iacute;vida hoje j aacute; chegaria a R$ 1,2 bilh atilde;o. E o Ita uacute; ainda teria entrado na Justi ccedil;a com uma nova a ccedil; atilde;o, cobrando R$ 1,5 bilh atilde;o do Estado, garantidos por a ccedil; otilde;es da Copel. ldquo;Ent atilde;o j aacute; ter iacute;amos um furo de R$ 2,7 bilh otilde;es, que cresce a cada momento. E seguramente, ou nos toma a Copel, ou inviabiliza o Governo do Paran aacute; nas pr oacute;ximas administra ccedil; otilde;es rdquo;, previu.
Desde que iniciou a briga com o Ita uacute;, Requi atilde;o j aacute; tentou por v aacute;rias vezes obter apoio do governo Lula para resolver o problema, sem sucesso. ldquo;J aacute; falei com Lula in uacute;meras vezes sobre isso. Ele diz que vai resolver, e n atilde;o resolve nada rdquo;, disse.
O Governo do Estado tamb eacute;m tentou, com o apoio do senador Osmar Dias (PDT), a aprova ccedil; atilde;o de dois projetos de resolu ccedil; atilde;o no Senado para cancelar a d iacute;vida. O primeiro deles chegou a ser aprovado, mas n atilde;o foi cumprido pela STN sob a alega ccedil; atilde;o de inconstitucionalidade. O segundo acabou sendo retirado diante do risco de receber um parecer contr aacute;rio pelo mesmo motivo, e ser derrubado.

Alian ccedil;a
Requi atilde;o alega que ao n atilde;o ajudar o Estado a resolver o problema, o governo Lula e seus aliados estariam fazendo o jogo dos bancos. ldquo;Eu n atilde;o estou pedindo favor ao governo federal. Estou pedindo que aplique a lei e deixe de penalizar o Estado do Paran aacute; dessa forma absurda. O Estado est aacute; sendo inviabilizado por essa estranha alian ccedil;a entre o Ita uacute; e o governo federal rdquo;, criticou.

Fruet entra na ldquo;briga rdquo;
Atendendo ao apelo de Requi atilde;o na ldquo;escolinha rdquo;, o deputado Gustavo Fruet (PSDB) promete apresentar, na pr oacute;xima ter ccedil;a-feira (02), um pedido de informa ccedil; otilde;es ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a multa mensal que a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) vem cobrando do Paran aacute; por conta da d iacute;vida herdada do processo de privatiza ccedil; atilde;o do Banestado. ldquo;J aacute; houve an uacute;ncio de que o governo federal iria resolver a quest atilde;o, mas at eacute; hoje o Paran aacute; eacute; penalizado. Quero saber no que est aacute; esbarrando esta solu ccedil; atilde;o. At eacute; um projeto de resolu ccedil; atilde;o, com aval da STN, foi apresentado no Senado, mas n atilde;o evoluiu por conta da interfer ecirc;ncia da bancada governista rdquo;, afirma o tucano. ldquo;Uma coisa eacute; a diverg ecirc;ncia pol iacute;tica, outra s atilde;o os interesses do Paran aacute; rdquo;, completa Fruet.

 
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