| Carina Ribeiro/OP |
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| Serviços e obras estão sendo retomados nesta semana na unidade frigorífica, localizada na BR-163 |
Depois de cinco anos e cinco meses do início da construção, estão sendo retomadas nesta semana as obras do frigorífico de suínos de Marechal Cândido Rondon, que ficaram totalmente paralisadas por pelo menos três anos. O empreendimento, que é da iniciativa privada com incentivo do Poder Público municipal, demandará investimento estimado em R$ 22 milhões.
Com a retomada da obra, a expectativa é que a unidade frigorífica possa entrar em funcionamento no final de 2014. A previsão é do proprietário da empresa Radar, Eduardo Ramalho, segundo o qual, cerca de 90% da obra física já foi executada. No entanto, faltam 10%, além da aquisição de máquinas e equipamentos. No que se refere ao total de investimentos, acredito que faltam cerca de 50%, calcula.
Em diálogo com os gestores municipais, Ramalho considerou o momento adequado para retomar os investimentos, sendo que, por força de contrato, o Poder Público ainda tem repasse e serviços a serem feitos no empreendimento.
Sempre mantivemos um diálogo aberto com a prefeitura, assim como o mesmo ocorreu da parte do prefeito (Moacir Froehlich). Na época nós tivemos que dar uma parada estratégica na obra por uma questão de fluxo financeiro, razão pela qual não pudemos dar continuidade, justifica. Hoje a prefeitura está disposta a executar a parte dela constante do contrato e nós nos comprometemos a realizar os demais investimentos, complementa.
Agora a empresa está retomando o projeto no sentido de colocar a estrutura em operação o mais rápido possível, revela Ramalho, até mesmo porque parada ela gera custos. Dentre eles estão a deterioração da construção, a necessidade de pagar o serviço de vigia 24 horas por dia, além da correção do empréstimo realizado junto aos cofres públicos.
Estamos desenvolvendo projeto e contratando empresas para fazerem o acabamento da obra, declara o empresário.
Recursos
A estimativa do empresário é que, entre a parte de construção civil e equipamentos, a Radar investirá em torno de R$ 15 milhões a R$ 18 milhões. Já dispomos de uma parte desse recurso para garantir pelo menos o funcionamento parcial da indústria, declara Ramalho.
Uma parte dos equipamentos já foi adquirida, informa o proprietário, como é o caso das câmaras frigoríficas, que serão instaladas em breve. O estabelecimento ainda conta com incentivos da ordem de R$ 4 milhões oferecidos a partir de contrato firmado com o Poder Executivo, dos quais, segundo Ramalho, ainda falta o repasse de R$ 560 mil.
Os recursos são provenientes do Fundo Municipal de Desenvolvimento. Além disso, haverá mais uma parte da contrapartida em infraestrutura.
A devolução do valor do empréstimo, de acordo com Ramalho, é estipulada em contrato que ocorra em 12 anos a partir da entrada em funcionamento do frigorífico, sendo que haverá três anos de carência quando do início da contagem do prazo. Durante o período também haverá correção monetária.
