Em agosto, as contas da Previdência Social registraram um déficit de R$ 16,9 bilhões, o rombo cresceu 8,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. A diferença é resultado de uma arrecadação de R$ 30,3 bilhões contra uma despesa de R$ 47,2 bilhões.
O déficit do INSS é um dos principais argumentos do governo para aprovar a reforma da Previdência com regras mais rígidas para a aposentadoria e a concessão de benefícios previdenciários.
Se comparada a julho de 2017, a despesa teve aumento de 9,4%, justificado pelo governo, em parte, pelo pagamento da primeira parcela do 13º aos segurados do INSS. O adiantamento gerou incremento de R$ 4,1 bilhões nas despesas.
A arrecadação teve aumento de 2,3%, se comparada ao mês anterior – passou de R$ 29,6 bilhões, em julho, para R$ 30,3 bilhões em agosto, os valores foram divulgados pela Secretaria de Previdência Social, órgão ligado ao Ministério da Fazenda.
O valor do déficit leva em conta o pagamento de sentenças judiciais, a Comprev (Compensação Previdenciária) entre o INSS e os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) de estados e municípios, além das renúncias previdenciárias (Simples Nacional, entidades filantrópicas, microempreendedor individual e exportação da produção rural).
No acumulado do ano, entre janeiro e agosto, o rombo chegou a R$ 42,6 bilhões nos benefícios urbanos, excluindo os benefícios rurais que têm contribuição indireta. No mesmo período do ano passado, o saldo negativo da Previdência estava em R$ 22,5 bilhões. Ou seja, houve um aumento de 89,2% no déficit. A comparação entre os valores já leva em conta a correção pelo INPC (inflação).
Com informações R7